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quarta-feira, 12 de junho de 2013

O amor é...

...fácil, tranquilo, simples (ou deveria ser).




...bondoso.
1 Coríntios 13:4-7 
O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

...poesia.




...dor.


"Sometimes it lasts in love.
But sometimes it hurts instead." 
Adele.



...dramático!



...prático.



...ideológico.



...surreal.



...intenso (minha cena favorita).



...tão bom quanto as drogas. (Agora entendi minha dependência...)
"Você sabia que o amor, segundo comprovado em estudos científicos, tem o mesmo efeito das drogas em nosso cérebro. A paixão, assim como as substâncias nocivas, ativa nosso nosso centro neurológico de prazer, responsável pelo sistema de motivação e recompensa, que é responsável pela produção das sensações de prazer."


...apesar dos pesares, tudo o que você precisa!



Feliz dia do namorados
sozinhos, solteiros e solitários!
(Antes só do que mal acompanhado. Faltou o clichê.)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

sábado, 12 de novembro de 2011

A Ofélia de Shakespeare e suas Representações

Prólogo

Há algum tempo venho investigando a importância da personagem Ofélia da obra Hamlet de Shakespeare em diversos campos artísticos. Minha motivação surgiu do fato de que Ofélia nutriu o imaginário de diversos pintores e poetas da antiguidade e que, ainda hoje, continua a incitar o interesse de artistas atuais. Pretendo fazer uma breve exposição da trama da peça Hamlet para contextualizar minha análise pessoal e despretensiosa sobre a importância e significado de Ofélia na obra de Shakespeare. E em seguida apresentarei também algumas representações da personagem Ofélia na pintura, poesia e fotografia. Espero que apreciem este post singelo e costumeiramente aleatório.

A peça Hamlet é considerada a obra mais densa de Shakespeare, devido a intensidade dramática da trama e da profundidade de seus personagens. O personagem principal é, obviamente, o jovem príncipe Hamlet que recebe a visita do espírito de seu pai recém-falecido que vem lhe contar que foi assinado pelo seu próprio irmão, tio de Hamlet, o qual desposou sua mãe em menos de dois meses do falecimento de seu pai.

Irado pelas revelações da aparição de seu pai, Hamlet resolve criar um plano para desmascarar seu tio. E em seu processo de vingança Hamlet utiliza o artifício da loucura para por em prática o seu plano. Perante todos Hamlet foi tomado pela loucura e por isso seus atos insanos tornam-se aceitáveis por um certo tempo, pois justificam-se pela própria loucura.

Hamlet ora sofre, ora se regozija com sua loucura encenada. E ao mesmo tempo também brinca com a lucidez de todos que estão ao seu redor, como é o caso da personagem Ofélia. Hamlet em sua vingança fantasiada de loucura nega o amor de sua amada Ofélia e em uma outra cena trágica assassina o pai da jovem pensando que estava a matar sei tio.

Ofélia longe do irmão Laertes se vê rejeitada pelo seu grande amor e órfã em vista do assassinato de seu pai. A jovem que estava sendo atormentada a muito tempo pela loucura de Hamlet, por fim cai ela mesma na loucura, mas numa loucura real e corrosiva que a leva a perder totalmente o senso de realidade. Aqui entra um dos grandes paradoxos dessa obra. O quanto a loucura encenada de Hamlet levou Ofélia a cair em sua loucura fatal?

A jovem e bela Ofélia atormentada pela sua loucura é, enfim, levada a afogar-se num rio. Um afogamento acidental ou um suicídio? Essa é uma das mais interessantes discussões nesta obra de Shakespeare. A Rainha ao dar a notícia do falecimento de Ofélia ao seu irmão Laertes diz: "Acumulam-se as desgraças, e repetem-se com assustadora rapidez. Laerte, tua irmã suicidou-se, afogando-se.". Mas na narrativa que se segue a Rainha narra o acontecido e ali podemos notar uma leve atenuação dos fatos.

"Na margem da vizinha ribeira cresce um salgueiro, cuja prateada folhagem se reflete nas águas cristalinas. Tua irmã aproximou-se daquele sitio, sempre tecendo grinaldas de rainúnculos, ortigas, malmequeres, e dessas flores a que os nossos pastores dão um nome bem grosseiro, mas que as nossas castas donzelas denominam poeticamente "dedo da morte". Quando procurava ornar com as suas inocentes grinaldas as argênteas frondes do salgueiro, oh! desgraça! descuidosa foi envolvida na corrente, cercada dos ornatos que lhe serviam como de corôa virginal. Algum tempo suspensa pelas vestes sobre a corrente, assimilhava-se a uma sereia, cantando incoerentes trechos, inconsciente do próprio risco, como se estivesse no seu nativo elemento. Mas tudo tem um fim, e em breve, sossobrando pelo peso das encharcadas vestes, cessou de cantar, e tornou-se cadáver levado pela corrente." Fonte: Peça Hamlet de Shakespeare em Wikisouce

Ophelia by John Everett Millais

A personagem Ofélia é ao mesmo tempo secundária e fundamental à trama. O suicídio era um tema delicado a ser discutido devido a predominação da igreja católica na época, mas Shakespeare através da morte trágica e dúbia da doce e jovem Ofélia cria um espaço para uma discussão crítica porém sutil sobre o tema. Ironicamente, em minha opinião, o simples coveiro que está cavando a cova de Ofélia apresenta para o seu colega o raciocínio mais simples e direto sobre o tema:
"Ouve-me ainda; a água está aqui, o homem está acolá; muito bem, o homem vai encontrar a água e se afoga; forçosamente morre por seu motivo próprio; nota isto bem. Mas se, pelo contrario, é a água que vem encontrar o homem, e ele se afoga, então já não é ele que procura a morte; ergo, aquele que não é culpado na sua morte, não encurtou voluntariamente á vida."

Fora do contexto da obra de Shakespeare a personagem Ofélia foi ainda mais enaltecida, ela se transformou na imagem de uma ninfa das águas caudalosas de um rio rodeado por árvores e flores, uma bela jovem que foge de sua loucura entregando-se a um sono plácido enquanto permanece deitada num berço de águas. Ofélia representa uma alma atormentada que foge de si mesma entregando-se a um sono que a conduz ao esquecimento, a morte.

A seguir apresento um trecho do poema Ophelia de Arthur Rimbaud, considerado um dos mais belos poemas sobre esta personagem Shakespeariana:

Ophelia por Arthur Hughes
Morreste sim, menina que um rio carrega,
Ó pálida Ofélia, tão bela como a neve !
- É que algum vento montanhês da Noruega
Contou que a liberdade é rude, mas é leve;

-É que um sopro, liberta a cabeleira presa,
Em teu espírito estranhos sons fez nascer
E em teu coração logo ouviste a Natureza
No queixume da árvore e do anoitecer.

- É que a voz do mar furioso, tumulto impávido,
Rasgou teu seio de menina, humano e doce;
- E em manhã de abril, certo cavalheiro pálido,
Um belo e pobre louco, aos teus pés ajoelhou-se.

E aí o céu, o amor : - que sonho, que pobre louca !
Ante ele eras a neve, desmaiado à luz;
Visões estrangulavam-se a fala na boca,
O Infinito aterrava os teus olhos azuis !

O quadro de John Everett Millais é uma das mais famosas representações de Ofélia, mas no mesmo período Arthur Hughes, também participante da Irmandade Pré-Rafaelita juntamente com Millais, produziu diversos outros quadros representando suas versões de Ofélia.

Ophelia por Arthur Hughes

Ophelia por Arthur Hughes


Ophelia por Arthur Hughes


Agora vejamos alguns trabalhos fotográficos encontrados na internet sobre a personagem Ofélia. Tais fotos foram colecionadas ao longo de seis meses e muitas delas careciam de fontes, por isso colocarei apenas comentários em algumas delas.

A metáfora de Ofélia no filme Melancholia.

Versão de Ofélia na revista Vogue.

Obviamente, propaganda da Chanel.

Cena da série Desperate Romantics em que Millais pinta o quadro Ophelia.

Ofélia pela fotógrafa Elena Kalis.

Ofélia por Desirée Dolron.

Ofélia pelo fotógrafo Gregory Crewdson.






























Este é o fim, Ofélia foi minha companheira pelos últimos seis meses e agora passo para uma nova fase. Para quem tiver interesse eu ainda tenho muitas outras fotos de Ofélias e, se alguém estiver afim, também podemos trocar algumas ideias sobre o assunto. Levei muito tempo investigando e lendo, e muitas coisas acabaram sendo cortadas, afinal, quanto mais longo o post mais difícil é das pessoas o lerem (triste, mas é verdade), mas mesmo assim conservei algumas coisas na memória. Se quiserem, me escrevam. Até a próxima!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Brincando com um bambolê de arame farpado



Fotos extraídas do vídeo Barbed Hula (2000) da artista Sigalit Landau. Clicando aqui você será conduzido à página da artista que possui alguns vídeos de seus trabalhos, a última imagem da primeira coluna apresenta um pequeno trecho do vídeo Barbed Hula que vi no Centre Pompidou em Paris no ano passado. A artista diz que grande parte de seu trabalho está relacionado com a perda de orientação. Definitivamente perdi a minha completamente naquele dia em Paris, e não foi pelo choque das imagens, mas sim pela tranquilidade que senti ao ver aquele ato. Jamais esquecerei essas imagens e achei que elas deviam ser compartilhadas.

The pain here is escaped by the speed of the act, and the fact that the spikes of the barbed wire are mostly turned outwards.
Sigalit Landau