Eles estão por todos os cantos, nas escadas, nos corredores, na sala do lado, ao meu lado. E não importa o quanto eu diga que não me importo, o quão pragmática eu seja, porque por mais que eu tente não me deixar afetar, o meu coração ainda palpita. Ele me faz lembrar de que eu sou humana, vulnerável, sentimental, apaixonada... talvez. Eu ouço os murmúrios do meu coração respondendo aos sussurros que eu tento tanto evitar. Mas o coração fala mais alto, ou melhor, sussurra...
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Sussurros
sábado, 27 de abril de 2013
Viver entre Cila e Caríbdis
Eu tenho duas opções, ser odiada por quem eu sou ou ser odiada pelos achismos dos outros sobre mim (o "ou" desta frase pode ser, dependo da opinião pública, inclusivo). Na verdade, o pior de tudo é a hipocrisia, porque amanhã eu posso voltar a ser amada pelos meus pares, mas daí serei considerada ingrata (Latino que o diga...). Eu descobri que o funcionarismo público é um clube de vantagens, contanto que alguém tire vantagens de você, tudo bem, você está dentro e será amado e idolatrado. Agora, se você se manter fiel aos seus valores e não se deixar ser pisoteada, então você se torna um pária. Hoje eu tenho vergonha de ser chamada de "funcionária pública" porque, salvo raras exceções, eles são o que pensam por aí mesmo. Hironicamente, pela primeira vez na minha vida me sinto feliz com o meu trabalho, eu sinto que faço a diferença, mas abstrair o "funcionário público padrão" é exaustivo. Um dia eu até pensei que tivesse feito novos amigos, engano meu, um baita engano! Hoje eu me sinto entre Cila e Caríbdis, os dois monstros da mitologia grega (wikipédia conta toda a história), isso quer dizer que toda vez que acho que escapo de uma má situação eu acabo caindo em uma situação ainda pior. O que fazer quando não há nada que possa ser feito? Só me resta seguir o velho lema: Força, coragem e determinação!
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| Foto por Annie Stegg. |
domingo, 3 de março de 2013
Submersa
Eu não consigo pensar perto de você. É algo que acontece comigo, não sei bem como nem porquê. Eu me sinto submersa, tento me mexer, falar, mas o peso da água me paralisa. O tempo parece desacelerar, os gestos ficam lentos e as palavras distorcidas. Eu tento lutar contra o invisível para não sufocar, mas tudo o que eu consigo é me machucar. Mesmo assim, eu ainda quero ficar perto de você, porque tudo que eu preciso é o ar que você respira, coloque os seus lábios no meus e eu posso viver submersa.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
A entropia dos sentimentos
“Sometimes I’m terrified of my heart;
of its constant hunger for whatever it is it wants.
The way it stops and starts.”
Edgar Allan Poe
Se eu soubesse a receita para esquecer eu esqueceria de tudo. Se eu pudesse segurar o sentimento com as duas mãos e arrancar do meu peito eu o faria com toda a força do meu corpo. Se, simplesmente se... Só que as coisas não são simples assim. E agora chegou o momento que eu mais temia, eu tive que cumprir uma promessa que eu fiz para mim mesma: Nunca mais mentir. Eu me cansei do baile de máscaras, de fingir ser quem eu não sou, de fingir que não me importo, que eu não sinto nada... Eu sinto, como eu sinto, eu sinto muito... sinto muito por sentir. Sinto que o meu mundo se despedaçou, eu queria poder explicar, mas não há explicação. A culpa foi minha por nunca ter dito nada. Uma vez que as palavras foram ditas, não há mais volta, as coisas nunca mais serão como antes. Meu coração está partido mais uma vez. Temo perder mais pessoas que amo. Dramática, eu sei, mas é assim que eu sinto. Você não precisa concordar comigo, basta tentar compreender. Até breve, assim espero.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
(suspensa)mentos
A vida te molda, mas o que te define são as escolhas que você faz. Mas como disse V. Klamt: "já não cabem os desejos nesta pele". Há momentos em que a única escolha é não escolher. Simplesmente... Restar.
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| Foto por Margaret Durow |
Mas, e se eu te pedir que reste perto de mim? Basta ficar perto. Até o silêncio me basta, desde que seja próximo.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Os (de)feitos do Horário de Verão
Ela adormeceu tranqüila, no seu mundo digital, todos os relógios se ajustariam sozinhos. E eles se ajustaram. Ela acordou as 7h da manhã, sozinha. Claro, muito claro! Café. Adeus, mamãe! Silêncio. Sobe as cadeiras, sacode os tapetes, abre as janelas. O alarme toca e lá se vão as duas pílulas da manhã. Varre, varre, varre, pano, água cheirosa, torce, torce, passa pano, passa pano, passa! Banho! Corre de toalha para lá, para cá, passa creme, creme e mais creme, amarra o cabelo, grampos, secador, alisa, escova, escova, escova, escova sem parar. Arroz! Ela lembrou que esqueceu de fazer o arroz! Bota a água para ferver. Volta. Roupa... Já sei!, ela disse. O que num dia levaria uma hora de dúvida, hoje ela resolve tudo em um minuto. Jeans, óbvio! Camisa, sim, mas vermelha! O Arroz!!! Azeite, arroz, pó mágico, água, pronto! Roupa, ok. Espelho. Ui credo! Corretivo, pó, pó, pó,... cof, cof, cof. Sombra, lápis, rímel, coisa grudenta! Blush, blush. Pronto! Bem melhor! O arroz!!!! Tudo bem. Tudo bem. Almoço. Rua. No ponto de ônibus ela passou o batom vermelho. E lá vem o amarelinho! A porta se abre e a visão de um par de sapatos faz o coração dela pular. Musica calma, acalma. Ela precisava pensar claramente. Chegando, quase chegando. Ela anseia. Ela planeja, desisto ou não desisto... Ela pega na bolsa um de seus marcadores de livro. Ela se prepara para saltar no ponto. Ela estende a mão para o menino do banco do lado, oferece o marcador, levanta e sai. Ela, catatônica na calçada, esquece do mundo. O coração querendo sair pela boca. Os carros passando. Calor. As pessoas esbarrando nela. Frio. Ande! Ela foi. Tremedeira. Trabalho. Café. E-mail. Trabalho. Sorrisos. Parabéns para você! Ela fala, e muito. Ela faz rir. Ela ri. Muita tremedeira. Acelerada. Cabeça pesada. Como ela sorriu, como ela falou, mas como? Sim, ela falou. Ela sorriu, aquele mesmo sorriso das outras épocas, aquelas... sabe? Ela sorri para o garoto ao lado dela. Ela conversa. Ela faz o garoto sorrir. E como ela faz! E como? Ela pensa em todos eles, os sorrisos que provocou, e se pergunta. Como? Quem é você? Ela sabe. Ela sabe que saiu do eixo. Ela precisa voltar, com calma, mas precisa. Ela esqueceu que ela mesma precisava se ajustar também, assim como o horário de verão. Então ela fecha os olhos, respira fundo e se ajusta. Ela tenta... Mas no fundo só pensa... E qual será o fim do meu marcador de livros?
Ajuste-se!!!!
domingo, 2 de setembro de 2012
Retalhos
Não, não é fácil. Não é simples. Não é tranqüilo.
Não é nada daquilo que eu imaginava. Não é!
Na minha janela o dia morre
e mais uma vez e eu penso na morte.
Eu penso naquele dia, aquele dia... o dia em que nada mais terá sentido. Um dia nada mais terá sentido. Um dia eu vou morrer. Parece tão... fácil...
Não se preocupe, eu estou bem.
Eu SEMPRE estou bem!
Eu sou uma boneca de porcelana. Bela. Pálida. Quebradiça. Frágil não, só delicada, se é que você me entende... Talvez não entenda, mas de toda forma eu não vou saber se você me entende ou não. Isso não é essencial. Vive-se muito bem quando a gente não se importa muito com as coisas. O difícil é viver quando a gente se importa, ou vice-versa. Confuso...
Eu tenho mania de rimas.
Errática, lunática, sorumbática...
Eu tenho mania de manias.
A caneta vermelha com os vermelho mais vermelho.
Arrumar a cama só para desarrumar mais tarde.
Pintar a cara para ficar (ainda mais) bonita.
Cozinhar a manhã inteira de salto alto só para amaciar o sapato.
Vick vaporub nos pés (nem me pergunte!).
Às vezes as rimas não rimam...Às vezes manias não são só manias...Às vezes...
sábado, 25 de agosto de 2012
Por que esse medo de perder?
Um mais um é igual a dois, simples assim. Nós, nós dois. Eu sou eu e você é você, mas em se tratando de nós dois, eu não sei até onde você é você e até onde eu sou eu. Confuso, não? Parecia simples, mas ficou confuso rápido demais. Uma vez me disseram que o amor dever ser fácil, tranqüilo. Mas comigo nada é tranqüilo. Eu não sou uma pessoa tranqüila, eu sou calada, sou lenta... mas inquieta. Eu tenho mais perguntas que respostas, muitas perguntas sem resposta... Confuso, não? Deveria ser tudo muito simples, mas nada é simples. Por isso eu não faço promessas, nem dou garantias. Eu sei que vou te amar, mas eu não sei o quão difícil vai ser te amar. Eu não sei o quão difícil vai ser para você, me amar. Porque amar é difícil, você sabia? Ainda mais quando tem que ser recíproco. Confuso, não? Por que é que tem que ser? Por que esse medo de não conseguir? Por que esse medo de perder? Como um grande compositor popular escreveu: "Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder." E até perder... Porque não viver?
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| Foto por Heather Landis. |
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
A minha felicidade é amarga...
Num copo com água. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, quatorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, vinte, vinte e um, vinte e dois, vinte e três, vinte e quatro, vinte e cinco, vinte e seis, vinte e sete, vinte e oito, vinte e nove, trinta, trinta e um, trinta e dois, trinta e três, trinta e quatro, trinta e cinco, trinta e seis, trinta e sete, trinta e oito, trinta e nove, quarenta gotas. Todo dia ela faz tudo sempre igual. Me sacode às nove da manhã. Me sorri um sorriso pontual. E me beija com a boca de amargor. Bom dia!
domingo, 15 de julho de 2012
Reflexão
Eu sou feita de pedaços que fui juntando de mim mesma. Um pedaço aqui, outro acolá, eu sou tudo o que eu vivi, eu sou tudo o que eu mesma construí. Quando eu me olho no espelho vejo todos os pedaços, todos juntos, tão bem colocados que eu mesma não me reconheço neles. "Ser ou não ser. Isso não é realmente uma questão."* Eu não sou os pedaços que eu mostro, eu sou também aqueles que eu escondo. Talvez seja por isso que o espelho não me reflete, eu me escondi tão fundo em mim mesma que nem eu consigo mais me ver. E o que há para ver? Eu queria dizer que não sei, mas eu sei. O que eu não sei é como...
* Tradução livre de uma citação atribuída a Jean-Luc Godard: "To be or not to be. That's not really a question.".
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Perdida
As vezes eu sinto como se eu fosse a agulha da bússola e você o meu norte. A diferença é que é você quem se move e eu fico lá parada apontando para onde quer que você vá. Você se afasta, se aproxima, vai e vem para todos os lados e eu sigo magnetizada por você. Eu sinto que o meu corpo me trai toda vez que se atrai por você, como se ele se rebelasse contra mim e se entregasse ao seu bel-prazer. Você nunca me guia, só me desorienta.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Como queres ser
Aos teus olhos eu ainda sou a mesma praga
aquela que jurou ser tua por uma eternidade
mas não, eu não sou mais a mesma de antes.
Eu morri trezentos e sessenta e cinco vezes
e ressuscitei trezentos e sessenta e cinco vezes
em duas infindas existências de tormenta.
Se hoje tu ainda me tens como algo teu
tudo o que te pertence é somente poeira
pois o tempo se esvai como a mim mesma.
Eu mudei quando tu deixastes de me olhar
e tu, não mudastes nada, és tu, só mais triste
mais amargo, mais cruel, como queres ser.
aquela que jurou ser tua por uma eternidade
mas não, eu não sou mais a mesma de antes.
Eu morri trezentos e sessenta e cinco vezes
e ressuscitei trezentos e sessenta e cinco vezes
em duas infindas existências de tormenta.
Se hoje tu ainda me tens como algo teu
tudo o que te pertence é somente poeira
pois o tempo se esvai como a mim mesma.
Eu mudei quando tu deixastes de me olhar
e tu, não mudastes nada, és tu, só mais triste
mais amargo, mais cruel, como queres ser.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Num café
Ela fugiu do barulho da rua entrando num café. Na verdade, este não era um café arbitrário, era um de seus novos cafés prediletos. Sim, novos porque ela estava de volta à cidade fazia pouco tempo. E um novo café é como uma folha em branco que pode ser preenchida com novas histórias, novas memórias. O café em questão só tinha uma memória até aquele momento, mas muito em breve teria outra muito importante.
Uma média com leite, um mil folhas e uma garrafa de água com gás, servidos no balcão. Ela tomou um gole do café fumegante, muito quente, mas muito bom. Um gole de água para limpar o palato e uma garfada no empilhado de folhas crocantes recheadas com creme e um detalhe de doce de leite. Ela era purista mas se rendeu à nova composição de sabores, não era um millefeuille afinal de contas, era um mil folhas.
Entre goles e garfadas ela olhava pela parede de vidro o movimento na rua. Ela se viu pensando nela mesma, na vida que estava mudando, tomando um rumo desgovernado, mas que a conduzia para um bom fim, um fim digno e aceitável. Não era um momento de grandes emoções, ela não se sentia feliz como deveria estar, mas também não se sentia triste, ela simplesmente não sentia. Tudo estava bem, tudo parecia bem.
Lá fora as pessoas aceleraram o passo por causa da chuva. Ali dentro ela recém havia terminado o café e o doce, só restava a água. E foi num gole de água que veio a onda. Ela sentiu uma onda dentro dela mesma, como se algo a preenchesse até transbordar. Ela sentiu a iminência do pranto ao ver as gotas de chuva manchando a calçada. Num átimo ela sentiu duas lágrimas gordas brotarem em seus olhos. E então, ela chorou.
Ela logo percebeu que alguns olhares pesavam sobre ela. Uma moça chorando em cima de uma pilha de migalhas com açúcar sempre chama atenção. Durante alguns minutos ela permaneceu de cabeça baixa, silenciosa, secando as lágrimas. Enfim, deu um suspiro profundo, um salto da cadeira, a conta paga no caixa e a rua. Ela olhou para o céu que se abria novamente, sentiu que ainda estava triste, mas achou graça daquilo tudo e sorriu.
Ela se pôs a caminhar e o sorriso em seu rosto foi aumentando, ela ria dela mesma. A tristeza ainda pesava em seu peito, mas ela estava feliz porque havia aprendido algo muito importante. Aquela tristeza brotava de dentro dela, mas era vazia, insensata, algo como um soluço que vem e que passa em dez segundos depois que a gente segura o ar. Nesse caso não bastaram dez segundos, nem dez minutos, mas ela sabia que em algum tempo bastaria.
Ela logo percebeu que alguns olhares pesavam sobre ela. Uma moça chorando em cima de uma pilha de migalhas com açúcar sempre chama atenção. Durante alguns minutos ela permaneceu de cabeça baixa, silenciosa, secando as lágrimas. Enfim, deu um suspiro profundo, um salto da cadeira, a conta paga no caixa e a rua. Ela olhou para o céu que se abria novamente, sentiu que ainda estava triste, mas achou graça daquilo tudo e sorriu.
Ela se pôs a caminhar e o sorriso em seu rosto foi aumentando, ela ria dela mesma. A tristeza ainda pesava em seu peito, mas ela estava feliz porque havia aprendido algo muito importante. Aquela tristeza brotava de dentro dela, mas era vazia, insensata, algo como um soluço que vem e que passa em dez segundos depois que a gente segura o ar. Nesse caso não bastaram dez segundos, nem dez minutos, mas ela sabia que em algum tempo bastaria.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
É ou não é?
É a vida!
E como não seria?
Salvo a morte,
o que mais não é?
Nada, tudo é vida.
A vida, eterna
consternação só
de quem a vive.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Acreditar ou não em fantasmas?
O amor é uma dessas coisas que a gente ouve falar quase todos os dias mas nunca vê. Ok, nunca é exagero, quase nunca, às vezes a gente até vê mas não se dá conta do que sente naquele momento. E mesmo quando a gente ouve, vê e sente sempre duvida de que aquilo que se ouviu, viu e sentiu foi mesmo de verdade. Amar é como acreditar ou não em fantasmas. Se você não acredita vai ignorar qualquer aparição ou encontrar uma explicação lógica para o que quer que tenha acontecido. Mas caso você acredite, se algum dia um fantasma aparecer na sua frente você terá duas opções, você pode correr para abraçá-lo ou correr para fugir dele, tudo depende da sua coragem, ou de quanto medo de fantasmas você tem.
O medo é um fator fundamental no amor. Por exemplo, se você não tem medo nunca terá interesse suficiente para se agarrar a um fantasma, no máximo você vai querer olhar de perto. Se você tem algum medo, daí tudo vai depender se você acha que vale a pena ou não abraçar o fantasma, tudo vai depender da conveniência. O terceiro caso deveria ser o mais interessante, mas só é o mais difícil. Quando você tem muito medo de fantasmas e tem um bem na sua frente, como eu já disse antes, só há duas opções: Há quem pense que fugir é a solução mais fácil, mas não é, porque o medo não some e com o tempo se transforma em dúvidas e depois te corrói por dentro. E quando você está morrendo de medo e mesmo assim corre para abraçar um fantasma, isso é o que a gente ouve falar todos os dias. E eu nunca soube de verdade como é isso.
Ter medo e mesmo assim dar a cara a tapa, eu acho que na pior das hipóteses você só ganha um tapa, certo? Eu tenho medo demais de começar novamente a me apaixonar por alguém, de errar mais uma vez, de descobrir mais coisas que eu não gosto nos outros e principalmente em mim mesma, etc. Eu só sei uma coisa, eu nunca tive tanto medo como eu tenho agora e eu nunca tive tanto espírito auto-destrutivo como eu tenho agora. É algo como, se for para ser que seja, com tudo o que há de ruim e de bom, não importa o amanhã. Acho que me inspirei no pseudo fim do mundo de 2012. Enfim, eu não sei porque ainda insisto em escrever sobre amor. Eu só sei que daria a minha cara a tapa. Mas quem mais daria?
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Faço minhas as suas palavras, Hilda!
Sete pertenço é umIIacorde ilusório no silêncio
Se te pertenço, separo-me de mim.
Perco meu passo no caminho de terra
E de Dionísio sigo a carne, a ebriedade.
Se te pertenço perco a luz e o nome
E a nitidez do olhar de todos os começos:
O que me parecia um desenho no eterno
Se te pertenço é um acorde ilusório no silêncio.
E por isso, por perder o mundo
Separo-me de mim. Pelo Absurdo.
Hilda Hilst em Via Espessa.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Autodestruição
O que eu sinto? Eu sinto dor, a mesma dor todos os dias. Sempre dói. Que tipo de dor é a minha? Dor de todo tipo, eu sinto uma dor que não tem rótulo, ela é a dor em toda a sua definição. As vezes, quando eu acordo e não sinto essa dor, eu fico tentada a acreditar que ela está passando, mas eu sei que ela sempre volta, ela sempre voltou. Se eu acredito que um dia tudo vai dar certo? Não, eu não me engano mais. Nada é certo, exceto a incerteza. Por isso, enquanto eu simplesmente não pensar, eu vou ficar bem. Mas, sabe qual é o problema? Eu sou boa em me acostumar com coisas que me machucam, coisas que doem. Sem perceber eu abraço a dor, eu a suporto até o último limite, daí a dor começa a me consumir sem eu sentir. Quando eu ultrapasso o limite da dor, eu me autodestruo. Assim, o meu maior desejo é que doa muito mais, sempre mais. Quanto mais doer, menos eu irei me autodestruir.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Coração de areia
O pesar deixou uma sensação de leveza no meu coração, como se ele fosse tão leve quanto um punhado de areia que se esvai por entre os dedos. E agora eu penso... Se o meu coração fosse feito de areia, quase nada mais me restaria, a não ser alguns grãos na palma da mão. Quem os mereceria? Eu não posso perder mais nenhum grão...
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Poesia passageira - No.13
TRANSPARENTE
O que mais dói não é sentir
o que dói é ter que desistir de existir.
Eu não quero ser a chaga, a ferida,
a cicatriz que você não quer olhar.
Também não quero ser o fantasma
do qual de medo foge o teu olhar
ou pior, que desvia de indiferença
a minha insignificante transparência.
Um dia eu fui, mas agora não mais
você me disse e eu nunca esqueço:
Um dia sim, mas não mais.
Eu sinto e sofro, eu existo e sofro
eu sofro por desistir de ti, de mim...
Tantas foram as palavras ditas com pesar
que o meu coração está cansado de tentar.
Por tanto, por tão pouco, ou nada, desisto!
Só me resta viver na periferia do mundo
serei um alguém de um passado distante
só alguém que você costumava conhecer.
Afinal, é assim que tudo termina, não é?
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