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quarta-feira, 12 de junho de 2013

O amor é...

...fácil, tranquilo, simples (ou deveria ser).




...bondoso.
1 Coríntios 13:4-7 
O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

...poesia.




...dor.


"Sometimes it lasts in love.
But sometimes it hurts instead." 
Adele.



...dramático!



...prático.



...ideológico.



...surreal.



...intenso (minha cena favorita).



...tão bom quanto as drogas. (Agora entendi minha dependência...)
"Você sabia que o amor, segundo comprovado em estudos científicos, tem o mesmo efeito das drogas em nosso cérebro. A paixão, assim como as substâncias nocivas, ativa nosso nosso centro neurológico de prazer, responsável pelo sistema de motivação e recompensa, que é responsável pela produção das sensações de prazer."


...apesar dos pesares, tudo o que você precisa!



Feliz dia do namorados
sozinhos, solteiros e solitários!
(Antes só do que mal acompanhado. Faltou o clichê.)

sábado, 18 de maio de 2013

Curiosidade Poética


A UMA DEUSA

(Atribuído ao poeta Luiz Lisboa do Maranhão*) 

Tu és o quelso do pental ganírio 
Saltando as rimpas do fermim calério, 
Carpindo as taipas do furor salírio 
Nos rúbios calos do pijom sidério. 

És o bartólio do bocal empírio 
Que ruge e passa no festim sitério, 
Em ticoteios de partano estírio, 
Rompendo as gâmbias do hortomogenério. 

Teus lindos olhos que têm barlacantes 
São camençúrias que carquejam lantes, 
Nas duras pélias do pegal balônio. 

São carmentórios de um carce metálio, 
De lúrias peles em que pulsa obálio, 
Em vertimbáceas do pental perônio.



* Não sei bem ao certo quem ele é, só achei poucas informações na web, mas tenho uma fonte segura de que o poema existe a mais de vinte anos. Alguém mais conhece?

domingo, 24 de março de 2013

É proibido escrever poemas sobre a chuva em domingos chuvosos, por isso me escrevo...

EU NÃO

Eu não sou quem sou
porque assim
simplesmente
decidi ser
mas sim porque
assim fui feita:
um terço de criação
um terço de escolhas
um terço de caos.

Quem vier a me ter um dia
terá tudo que há em mim
desde a felicidade
incomensurável
até o desgosto inevitável
toda a glória
da perfeição ensaiada
encenada para te encantar
para te fazer me amar
por nós
dois.

Eu não sou
uma
nem duas
eu sou infinita
em mim
mesma.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Os segundos antes da queda, ou voo para o inesperado.

“Sometimes the hardest part isn't letting go
but rather learning to start over.”
(li por aí... fez sentido para mim.)

INOMINÁVEL

Como reconhecê-los,
se são tantos
e tão inesperados?

Busco no tom brando
das palavras
e na sutileza dos gestos
a certeza
que só o palpitar
do coração
pode anunciar.

Eu sinto sob a pele
uma certeza incerta
de que não há
razão
que me ampare
segure
de cair
outra vez.

Mas...
de quantas maneiras
posso eu cair
numa vida inteira?


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sem ironia amor obrigada


Canção Grata
Florbela Espanca

Por tudo o que me deste
inquietação cuidado
um pouco de ternura
é certo mas tão pouca
Noites de insónia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada

Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão

Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste

Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão

domingo, 27 de janeiro de 2013

Melancolia


Melancolia
Charles Bukowski

a história da melancolia
inclui todos nós.
eu, eu escrevo em lençóis sujos
enquanto olho para paredes azuis
e nada.
eu já me acostumei tanto com a melancolia
que
eu a recebo como uma velha
amiga.
eu terei agora 15 minutos de aflição
pela ruiva perdida,
eu digo aos deuses.
eu faço isso e me sinto bastante mal
bastante triste
então eu levanto
LIMPO
apesar de que nada
está resolvido.
isso é o que eu ganho por chutar
a religião na bunda.
eu deveria ter chutado a ruiva
na bunda
onde o cérebro e o pão e
a manteiga dela
estão...
mas, não, eu me senti triste
por tudo:
a ruiva perdida foi apenas outro
rompimento em uma vida
de perdas...
eu ouço a bateria no rádio agora
e sorrio.
há alguma coisa errada comigo
alem
da melancolia.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Versinho da estrada

aaMeu estômago se revolta
aaaatoda vez que você volta
aaaaaanuma palavra, num gesto
aaaaaaaana hipocrisia de cada dia
aaaaaaaaaacom o aroma do perfume
aaaaaaaaaaaada pele ou só da fumaça
aaaaaaaaaaaaaade um cigarro que passa
aaaaaaaaaaaaaaaamalditos sejam os sentidos
aaaaaaaaaaaaaaaaaaas ilusões, as lembranças
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaae a mais vagabunda ironia
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaque me faz lembrar de ti
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaapor causa de uma placa
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaanessa desgraçada estrada
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaperdida no meio do nada.


sábado, 8 de setembro de 2012

Poesia passageira - No.14

DOLOROSA

Doeu tanto amar
que eu amo mais
a dor
do que a mim
do que a você.

Dói
na pele
na carne
na alma
uma dor aninhada
profunda
como um espinho
uma lembrança.

Doerá
em quem
doer
todo amor
que eu tenho
eu sinto
eu guardo
eu omito
só 
por você.



domingo, 2 de setembro de 2012

Retalhos

Não, não é fácil. Não é simples. Não é tranqüilo.
Não é nada daquilo que eu imaginava. Não é!


Na minha janela o dia morre
e mais uma vez e eu penso na morte.


Eu penso naquele dia, aquele dia... o dia em que nada mais terá sentido. Um dia nada mais terá sentido. Um dia eu vou morrer. Parece tão... fácil...

Não se preocupe, eu estou bem.
Eu SEMPRE estou bem!

Eu sou uma boneca de porcelana. Bela. Pálida. Quebradiça. Frágil não, só delicada, se é que você me entende... Talvez não entenda, mas de toda forma eu não vou saber se você me entende ou não. Isso não é essencial. Vive-se muito bem quando a gente não se importa muito com as coisas. O difícil é viver quando a gente se importa, ou vice-versa. Confuso...


Eu tenho mania de rimas.
Errática, lunática, sorumbática...
Eu tenho mania de manias.
A caneta vermelha com os vermelho mais vermelho.
Arrumar a cama só para desarrumar mais tarde.
Pintar a cara para ficar (ainda mais) bonita.
Cozinhar a manhã inteira de salto alto só para amaciar o sapato.
Vick vaporub nos pés (nem me pergunte!).


Às vezes as rimas não rimam...
Às vezes manias não são só manias...
Às vezes...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Adormeço em teus braços


        CASULO

eu  A loucura
A minha me enclausura
eu me eu   em mim
eu eu  inconsciente
eu me eu eu mente
inconse inconseqüente
eu eu me engano
eu me eu e eu finjo
eu me eu talvez
eu me eu fujo
eu e refúgio
eu me   silêncio
eiii me      solidão 
eu eu transformação
o corpo chora
o corpo clama
o corpo ama
o coração o coração
o corpo talvez
mo coração não
o coração ame
o coração se ame
eu nunca mais
eu me eu  nunca é
eu me eu  sempre
eu eu  tempo demais
pouco tempo
perder tempo perdido
eu para viver
eu adormecida
eu eu eu eu num
eu eu eu   casulo
eu com medo
eu tenho de acordar
eu tenho de não acordar
eu tenho de não querer
eu tenho de não acordar
hoje hoje eu eu eu mas
hoje hoje hoje hoje
hoje hoje agora
hoje hoje eu sei
hoj quem eu sou
hoje hoje agora
hoje hoje eu sou
hoj quem eu jamais fui
   e quem
eu eu eu eu
               sempre fui
eu me eu  sem saber
o coração me   ao certo
hoje hoje como
hoje hoje ser
eu eu feliz
eu eu assim
hoje hoje eu aprendi
hoje hoje eu se que
amo amo os  amantes
amo amo amam antes
amo amo que
aiio seja tarde
hoje hoje eu demais
eu ou não amam
eu ei nunca mais 
eu porém
eu eu eu contudo
 toda via
eu eu eu na dúvida
eu adormeço 
eu eu eu eu não mais
eu eu cativa
eu eu em mim
eu eu eu mas
eu   nos braços
eu eu eu gratos
eu   ingratos
eu eu eu efêmeros
eu eu eu ou
e com sorte
eu eu eu eu infinitos...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Eu não te amo pelas rosas, eu te amo pelos espinhos.


Eu não te amo porque te quero
eu te amo porque é preciso.




Eu não te amo pelas razões
eu te amo pelas inconseqüências.




Eu não te amo porque é certo
eu te amo porque tudo é incerto.


*Fotos por Laura Makabresku.

domingo, 6 de maio de 2012

Como queres ser

Aos teus olhos eu ainda sou a mesma praga
aquela que jurou ser tua por uma eternidade
mas não, eu não sou mais a mesma de antes.
Eu morri trezentos e sessenta e cinco vezes
e ressuscitei trezentos e sessenta e cinco vezes
em duas infindas existências de tormenta.
Se hoje tu ainda me tens como algo teu
tudo o que te pertence é somente poeira
pois o tempo se esvai como a mim mesma.
Eu mudei quando tu deixastes de me olhar
e tu, não mudastes nada, és tu, só mais triste
mais amargo, mais cruel, como queres ser.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

É ou não é?



É a vida!
E como não seria?
Salvo a morte,
o que mais não é?
Nada, tudo é vida.
A vida, eterna
consternação só
de quem a vive.

quarta-feira, 14 de março de 2012

O π tem dia?

Sim, o número π tem um dia só dele. E como eu não consigo renegar o lado matemático que há em mim, assim como o meu lado poético, eu preparei uma pequena homenagem usando as palavras da escritora polonesa Wislawa Szymborska. Há pouco tempo descobri os escritos dessa notável escritora ganhadora no prêmio Nobel de Literatura de 1996, lamentavelmente por causa do seu falecimento no início do mês de fevereiro deste ano, mas mesmo assim, a mais breve leitura de seus pouquíssimos poemas traduzidos incitou um grande fascínio por sua obra. O poema Pi é apenas uma pequena amostra, espero que gostem.



PI

O admirável número pi
três vírgula um quatro um.
Todos os dígitos seguintes são apenas o começo,
cinco nove dois porque ele nunca termina.
Não se pode capturá-lo seis cinco três cinco com um olhar,
oito nove com o cálculo,
sete nove ou com a imaginação,
nem mesmo três dois três oito comparando-o de brincadeira
quatro seis com qualquer outra coisa
dois seis quatro três deste mundo.
A cobra mais comprida do planeta se estende por alguns metros e acaba.
Também são assim, embora mais longas, as serpentes das fábulas.
O cortejo de algarismos do número pi
alcança o final da página e não se detém.
Avança, percorre a mesa, o ar, marcha
sobre o muro, uma folha, um ninho de pássaro, nuvens, e chega ao céu,
até perder-se na insondável imensidão.
A cauda do cometa é minúscula como a de um rato!
Como é frágil um raio de estrela, que se curva em qualquer espaço!
E aqui dois três quinze trezentos dezenove
meu número de telefone o número de tua camisa
o ano mil novecentos e setenta e três sexto andar
o número de habitantes sessenta e cinco centavos
a medida da cintura dois dedos uma charada um código,
no qual voa e canta descuidado um sabiá!
Por favor, mantenham-se calmos, senhoras e senhores,
céus e terra passarão
mas não o número pi, nunca, jamais.
Ele continua com seu extraordinário cinco,
seu refinado oito,
seu nunca derradeiro sete,
empurrando, sempre empurrando a preguiçosa
eternidade.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Uma Poesia sobre o Amor Despreocupado

         - A -

Quando
eu desconhecia
o amor
era fácil dizê-lo.

E eu disse
a palavra amor
muitas vezes
e muitas vezes
muito cedo.

Hoje é tarde.
Eu sei o que é
o amor.
Eu já o vi
bem diante mim
mas hoje
me faltam palavras
para dizê-lo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Aniversário Atrasado + Exercício Poético à Luz de Velas

Como o ano é bissexto eu resolvi comemorar o aniversário de 2 anos do blog hoje, nesse dia tão quase inexistente que é o dia 29 de fevereiro, ao invés da data oficial que foi ontem. Nada a ver com possíveis falhas da memória... Ou excesso de drinks pré-almoço... Enfim, o Oui,Madade! passou dos 16 000 acessos, o que para mim é fantástico! Também conquistei mais alguns seguidores e recebi alguns bons elogios, não estou me gabando nem nada, mas isso faz uma boa massagem no ego e dá uma energia extra para continuar a escrever. Por isso agradeço a todos os frequentadores do blog, todos os comentários, todas as divulgações, é um prazer tê-los aqui comigo!


Como um presente de aniversário para o blog eu escrevi a poesia a seguir, que foi concebida de próprio punho durante um período de falta de luz na noite de ontem. À luz de velas, escrevi a poesia meio acordada e meio dormindo. Hoje lapidei algumas bordas, mas resolvi entregá-la da forma mais próxima da original. Espero que gostem. 

CHUVA*

como eu me lembro
da cortina fria
transparente
acinzentando o inverno
na minha casa azul
com vista para o mar

as gotas atingindo a janela
como pedrinhas
quicando
inúmeras vezes
batucando
uma música líquida
que escore fácil
pelos ouvidos

a luz cor de chumbo
passava pelo véu de águas
evocando uma sonolência
atada nos lençóis amarrotados
impregnada nas cobertas quentes
embalada pela canção
da pequena ronronando
bem junto ao meu coração

como eu sinto falta
dessas noites aveludadas
calmas e aquosas
abafando o silêncio
e os sentimentos
evaporando as dúvidas
do meu travesseiro
e acalentando as lembranças
das dores e amores

* Porque aqui no Rio de Janeiro quase nunca chove. Novo item na lista de coisas a evitar: Após o aguaceiro, poemas intitulados CHUVA caem no país inteiro. Logo, poemas úmidos estão no topo da minha lista neste verão infernal.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Fórmula Poética do Silêncio + Música Tema

CALADA

o silêncio
meu silêncio
ausência constante
meus gritos
mudos
promessas
tuas e minhas
palavras
nunca jamais ditas
omissas
entre adormecer
despertar
somente fôlego
pulsação
suor agridoce
sal de lágrimas
o nada que há
de ser vivido
tão pouco e tanto
esquecido



domingo, 19 de fevereiro de 2012

Fórmula Poética de Domingo + Reserva Musical de Domingo

DISSONANTE

eu sinto um oco
em mim
me bato e ouço
o som do vazio
suave
nocivo
sinto-o ecoar
dentro de mim
como passos
numa catedral
me bato e sinto
o som
ir e vir
me percorrer
corpo infame
soar na alma vã
retumbar
na mente insana
escuridão
velam-se
os meus olhos
meus pensamentos
minha razão
me debato e sinto
a frieza
o peso do estupor
crucifica-me
minha imperfeição
sou malfeita
vivo sob a pena
do azar
do som vazio
que há em mim.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sentimento poente

Uma lembrança de Laguna-SC em 11.02.2012.

















O pôr do Sol que se ensaia no teu horizonte
é o mesmo que se sustenta na linha imaginária do meu sentimento.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Florbela



Canção grata
Florbela Espanca

Por tudo o que me deste
inquietação cuidado
um pouco de ternura
é certo mas tão pouca
Noites de insónia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão