quinta-feira, 14 de julho de 2011

10 Frases em mais 10 Filmes - No.20 - De Vrais Mensonges


Uma frase apenas seria inconcebível...

Emilie, eu vivo pela alegria de te ver. Meus olhos são meu coração, meus olhos são meus pulmões, se eu os fecho quando você passa, meu corpo inteiro se asfixia.

Emilie, você passa por mim às vezes e não sabe. Não pode imaginar meu nervosismo, meu amor, meu olhar. Às vezes chego a odiar as pessoas que se colocam entre nós para depois adorá-las quando se afastam e te devolvem para mim.

Emilie, você se esbarra em mim e não sabe que cada momento é uma alegria. Emilie, você me toca e não sabe que cada toque é um sofrimento. E se você não sabe é porque amor demais e pouca coragem fazem de mim um fantasma.

Essa carta tão bela, tem a feiura das cartas anônimas. Como um cheque sem valor por não estar assinado, aceite ao menos que eu a envie sem esperar nada em troca, mas esperando que ela te traga a alegria de se saber amada.

Você é linda, incompreensível, nunca me desaponta. Jamais a terei. Estou inconsolável. De qualquer forma, Emilie, aceite meu sinceros e febris, sentimentos anônimos.
P.S.: E assim termino mais uma sequencia da série 10 Frases em 10 Filmes. Termino com estas linhas que me fizeram suspirar tanto que deixei o recinto completamente sem ar. Quem me dera poder me expressar dessa maneira, mas sofro do mal de ser gauche quando se trata de sentimentos assim. No mais, é isso aí, quase achei que não conseguiria mais terminar isso aqui. Espero que tenham gostado. Abraços! Até mais! Ou não...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Coincidências e Irracionalidades

Não acredito em Destino, acredito que sou dona das minhas próprias escolhas e que determino meus caminhos. Como hoje, que decidi sair andando a esmo pelas ruas. Saí de casa exatamente às 14:48, sei disso porque simplesmente pensei em contar o tempo. Segui a rota de sempre, mesmo que a ideia fosse andar a esmo, mas os pés tendem a vagar pelas mesmas ruas. No meio do caminho decidi que seria bom ir até um certo lugar e resolver algumas coisas pendentes. Nada urgente, mas a ocasião se fazia conveniente para tal. Como sempre marchei com música tocando nos fones de ouvido. Ela embalava meus passos e me privava da zoada urbana. Caminhei até o destino, naquele que se refere a um local aonde alguém vai, só para deixar bem claro, porque eu não acredito em Destino. Cheguei focada na entrada principal, mas de repente, eis que reconheço um rosto que simultaneamente também reconheceu o meu. Num átimo pensei nas chances daquilo acontecer e noutro abstrai o pensamento. Acenos de cabeça e sorrisos, ele ao telefone e eu embalada pela minha caminhada. Antes que eu pudesse escapar um aceno de mão me pede para esperar, fiquei. O que mais eu poderia fazer? Tirei os fones e desliguei a música enquanto ele terminava a ligação. Acabadas as dispersões demos um abraço. Perguntas vem, perguntas vão. Novidade boas e ruins. Mais perguntas e algumas estranhamente repetidas. Como de costume examinei minuciosamente cada traço dele e olhei bem no fundo de seus olhos, apenas mais uma mania que tenho, eu diria também mais um prazer. Num momento de silêncio senti que deveria ir embora, dei uma desculpa vaga e antes de partir demos mais um abraço. Nesse instante lembrei que há muito tempo nossa última despedida havia acontecido naquele exato lugar. Um adeus e nossos caminhos se separaram. Pensei em coincidências, em como elas nos deixam cheios de perguntas. Com os afazeres cumpridos meus pés me conduziram para casa. No caminho pensei novamente em coincidências, acasos e sorte. Então lembrei que essas palavras são sinonímias para Destino. E eu não acredito em destino. Aprendi hoje que as coincidências são catalisadoras de ideias irracionais. Mesmo não acreditando no Destino, ainda sou vulnerável a irracionalidade, e acima de qualquer coisa, é ela que mais temo.

domingo, 10 de julho de 2011

Seleção de Domingo: Birdy

Por enquanto essa menina de apenas 15 anos, que também toca piano, só gravou duas músicas que são versões de canções dos grupos The XX e Bon Iver (que por acaso eu os adoro!). O resultado foi uma reciclagem cheia de estilo e personalidade, mas sem perder a força e sensibilidade das canções. Em especial gostei da versão de Shelter do The XX. A princípio parece que há algo estranho, mas a musica cresce e se sobrepõe à gravação original, ao menos essa é a minha opinião. Quem se sentir contrariado que atire a primeira pedra. Aliás, alerta de melancolia!!! Pelo menos eu avisei...


quinta-feira, 7 de julho de 2011

10 Frases em mais 10 Filmes - No.19 - Les Amours Imaginaires


"Apaixonado, quando peço um olhar, o que é profundamente insatisfatório e sempre fútil, é quando você nunca me olha de onde eu te vejo."

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pílulas

Parece que a saudade é uma extensão da nostalgia. No entanto a nostalgia possui um quê a mais do que a saudade. O que eu sinto é uma (com)fusão entre as duas. Lembro dos dias em que o tempo nas madrugadas era contado em copos de bebida e pontas de cigarro. Sinto falta de uma voz, nem sempre constante, mas que provocava sentimentos que jamais irei compreender. Tudo se resume a uma falta, um vazio que não pode ser mais preenchido. Hoje procuro uma nova maneira de contar o tempo nas intermináveis madrugadas. Poderia tomar o que foi prescrito e cair no esquecimento, parar de contar o tempo, qualquer tempo. Mas é impossível fugir do tempo, ou da saudade, ou da nostalgia. Não importa quantas soluções artificiais forem tomadas. Deito na cama e espero que a escuridão se dilua até a manhã, quando perece mais fácil viver, mesmo que seja uma vida distorcida.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Não quero, não posso, não tenho permissão...

"O coração, se pudesse pensar, pararia."
Fernando Pessoa


Eu não quero pensar, não posso pensar, não tenho permissão para pensar. O que fazer quando se quer fugir de si mesma? Eu fujo das conversas, das explicações que apenas conduzem a justificativas vazias. Eu me recolho a um silêncio agonizante. E sobretudo, nessa escuridão muda, eu temo o que eu ainda posso vir a descobrir, temo os possíveis pensamentos que posso vir a ter. Eu me sinto como um fantoche manipulado por diversas mãos, minhas mãos, algumas conhecidas e outras estranhas. Mãos ocultas, mãos fantasmas, mãos dementes. É impossível explicar, entender, aceitar e viver com tantos pensamentos. Queria gritar, rasgar a carne e expor tudo. Mas não posso, o que sinto, penso e sou não se expõe, apenas trata-se silenciosamente. E a vida em sua suprema ironia me presenteia com os mais diversos dilemas. E em meio a isso tudo, surpreendentemente, ainda bate um coração.