quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Dia 07/12 – Meu site/blog preferido em 2011

Olha, isso sim é complicado! Todos os dias tento abrir o Reader para ver o que está acontecendo nos blogs dos amigos reais e/ou virtuais. Se for para levar em conta a predileção, então por definição todo mundo no Reader é meu predileto. Quanta gente amada! Mas, se for pra dizer um site que abro com muita frequência, sem ser blog, eu diria que é o IMDb. Como eu quase não gosto de cinema, eu passo algum tempo lá pesquisando sobre filmes antigos ao mesmo tempo que acompanho os lançamentos.

Um outro site, que comecei a explorar com bastante frequência esse ano, é o Art Limited. Esse é um site onde fotógrafos de todos os graus de experiência compartilham os seus trabalhos. Eu estou gostando muito das fotografias que encontro por lá, por isso muitas delas acabam indo parar aqui no blog por serem, além de bonitas, muito expressivas. Além disso, estou brincando de tirar fotos como terapia, assim fico andando pelo site atrás de inspiração.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Faço minhas as suas palavras, Hilda!


Sete pertenço é umIIacorde ilusório no silêncio

Se te pertenço, separo-me de mim.
Perco meu passo no caminho de terra
E de Dionísio sigo a carne, a ebriedade.
Se te pertenço perco a luz e o nome
E a nitidez do olhar de todos os começos:
O que me parecia um desenho no eterno
Se te pertenço é um acorde ilusório no silêncio.

E por isso, por perder o mundo
Separo-me de mim. Pelo Absurdo. 

Hilda Hilst em Via Espessa.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dia 05/12 – Meu filme preferido em 2011

Oi, meu nome é Renata e eu sou cinéfila. Eu tenho esse problema, eu assisto filmes demais, tantos que pensei que seria impossível escolher apenas um como o preferido de 2011. Mas, refletindo um pouco, percebi que eu só tinha uma escolha. Com certeza, o meu filme predileto em 2011 foi Melancholia do Lars Von Trier.


Eu assisti esse filme numa sala de cinema com outros seis desconhecidos. Ninguém na minha fileira de cadeiras, som dolby digital socado nas orelhas e uma tela imensa que parecia querer me engolir. Só pelos oito minutos iniciais eu ficaria mais seis horas lá dentro. Enfim, eu me identifiquei com o filme, eu tenho uma tendência à melancolia. Na verdade, eu tenho mais do que uma tendência, está mais pra uma doença.

Mas o mais fantástico de tudo, além do fato de eu ter recarregado as minhas baterias melancólicas, foi que na cena em que a personagem Justine (Kirsten Dunst) arruma os livros de arte, eu encontrei pinturas que eu já estava pesquisando para escrever esse post aqui sobre a Ofélia de Millais, Shakespeare e a metáfora de Ofélia que também foi usada no filme. Eu achei tudo isso muito divertido!


E para terminar, uma das frases do filme que eu mais gostei:
"I'm trudging through this grey, woolly yarn. It's clinging to my legs.
It’s really heavy to drag along." *

* Minha tradução: Eu estou caminhando através desses fios de lã cinza. Eles se agarram nas minhas pernas. Está muito pesado para arrastar.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Autodestruição

O que eu sinto? Eu sinto dor, a mesma dor todos os dias. Sempre dói. Que tipo de dor é a minha? Dor de todo tipo, eu sinto uma dor que não tem rótulo, ela é a dor em toda a sua definição. As vezes, quando eu acordo e não sinto essa dor, eu fico tentada a acreditar que ela está passando, mas eu sei que ela sempre volta, ela sempre voltou. Se eu acredito que um dia tudo vai dar certo? Não, eu não me engano mais. Nada é certo, exceto a incerteza. Por isso, enquanto eu simplesmente não pensar, eu vou ficar bem. Mas, sabe qual é o problema? Eu sou boa em me acostumar com coisas que me machucam, coisas que doem. Sem perceber eu abraço a dor, eu a suporto até o último limite, daí a dor começa a me consumir sem eu sentir. Quando eu ultrapasso o limite da dor, eu me autodestruo. Assim, o meu maior desejo é que doa muito mais, sempre mais. Quanto mais doer, menos eu irei me autodestruir.


sábado, 3 de dezembro de 2011

Dia 03/12 – Mas 2011 ainda não acabou, ainda vou tentar...

Vou tentar chegar sã até o fim do ano, ao menos em termos relativos, é claro! Além disso, eu vou tentar organizar a vida. Sabe como é, a gente começa com uma gaveta, depois as contas de cartão de crédito e no fim tentamos organizar a cabeça. Eu acho que a gaveta eu consigo... as contas talvez... a cabeça só com milagre de natal!

Eu tinha agendado esse post a alguns dias atrás, na verdade já tenho dez prontinhos para serem publicados, mas um dia antes eu vou dar uma olhada só para verificar se o humor não estava dark demais quando eu escrevi. Como foi o caso desse post, ele era triste de doer... Vou chorar só em poesia, o resto eu faço em prosa.


P.S.: Iiiêêêêeeeiiiii! Que bonequinho feliz! Se alguém quiser me mandar a merda, pode mandar... Eu me mandaria a merda. hehehe

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Coração de areia

O pesar deixou uma sensação de leveza no meu coração, como se ele fosse tão leve quanto um punhado de areia que se esvai por entre os dedos. E agora eu penso... Se o meu coração fosse feito de areia, quase nada mais me restaria, a não ser alguns grãos na palma da mão. Quem os mereceria? Eu não posso perder mais nenhum grão...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dia 01/12 – Peraí... 2011 tá acabando?

Para falar a verdade eu ando esperando pelo fim do ano desde abril, por isso não carrego esse sentimento de que o tempo passou mais rápido que os meus passos. Eu esperava que 2011 fosse ser o ano mais corrido da minha vida, mas logo no início do ano a vida resolveu que seria melhor quebrar as minhas pernas e me jogar no chão. Levei algum tempo para entender como cheguei ao chão e ainda mais tempo aprendendo a levantar.

Nesse ano eu me senti como a própria Alice do País das Maravilhas, mas com uma considerável diferença, eu atravessei espelhos demais. Eu experienciei coisas que abalaram as minhas estruturas e transformaram tudo o que eu sabia sobre mim mesma. Assim, pesando tudo na balança, eu fico feliz que 2011 esteja acabando, porque esse ano foi infernal e, no momento, eu preciso acreditar na ilusão de que daqui pra frente tudo vai ser mais fácil.