quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Quinta dos infernos!

Tudo bem, eu confesso que não sou o tipo de pessoa que de cara abre um sorriso e esbanja simpatia, mas isso não quer dizer que eu não seja capaz de sorrir ou ser simpática. Os meus "problemas" são bad timing e a genética que, com o perdão da palavra, fodeu com a tal química cerebral e por causa disso os meus sentimentos são todos descalibrados. Conclusão, na maioria das vezes, ao invés de aproximar as pessoas de mim, eu acabo enxotando-as para longe.

Eu já me senti uma causa perdida inúmeras vezes, tudo porque eu não consigo corresponder às expectativas "saudáveis" dos outros. Numa época até tentei "interpretar um papel" para agradar a gregos e troianos, mas a emenda saiu pior que o soneto. Tudo isso porque os conselhos que me são dados têm a mesma eficiência dos bons e velhos ditos populares, eles são meramente alegóricos. Se conselho fosse bom não era de graça, certo? Mas não nego conselhos não, que isso fique bem claro, mas não tenha a empáfia (sempre quis dizer essa palavra) de acreditar que o seu conselho sempre será uma solução.

Agora adotei uma tática que tem causado um certo frenesi. Eu decidi desistir, simples assim. Se desistir é para os fracos, então agora eu sou a rainha do fracos. E como num passe de mágica, ao invés de eu ser uma causa perdida, agora eu me transformei numa causa ofensiva. Como assim desistir?!?! Você nem vai tentar melhorar? Tem que lutar, tem que insistir! Blá, blá, blá... Oi, você aí, por que te ofende tanto o fato de que o seu jeito de viver não funciona comigo? Quanta prepotência! Eu não estou desistindo de viver, não vou cortar os pulsos, eu só resolvi me aceitar do jeito que eu sou.

Eu sou uma pessoa obscura que não pensa e não sente como todo mundo, mas sou capaz de ser feliz e tudo mais, só que tudo do meu jeito. O meu comportamento ofende, eu já vi isso acontecer. O que eu digo choca as pessoas, eu já vi isso acontecer inúmeras vezes. Eu sempre tentei me ajustar ao mundo e falhei, agora só por capricho resolvi abalar as estruturas do MEU mundo só para ver no que vai dar. Quem já se importa comigo vai entender. Quem nunca me entendeu pode correr ou ficar. E quem sempre me olhou de longe vai continuar sempre me achando distante...

sábado, 31 de dezembro de 2011

Dia 31/12 – E 2012?

Ano passado eu escrevi:
"Eu desejo um 2011 repleto de BAGUNÇA! Eu quero uma vida cheia de pedras no meio do caminho, cheia de surpresas boas e também ruins. Quero lágrimas e risadas histéricas, quero um novo ano cheio de ilusões e desilusões, quero tudo o que eu puder ter!"
Em 2011, definitivamente, eu tive uma vida cheia de pedras no meio do caminho, algumas pedras brutais, outras normais e uma ou outra semi-preciosa. Surpresas? Sim, eu me surpreendi mais do que eu imaginava, com coisas terríveis e outras extraordinárias. Lágrimas e lágrimas e lágrimas eu chorei... de alegria e tristeza, mas infinitamente mais lágrimas de tristeza. Risadas e risadas e risadas eu ri... de nervoso, de alegria, de histeria com certeza e até mesmo de tristeza... risadas histéricas intercaladas com lágrimas entraram para o meu repertório em 2011. Jamais irei desejar ilusões e desilusões novamente! Mas que ideia maluca foi essa?!?! Nova regra: Fique de olhos bem abertos e tenha cuidado com as expectativas.

E agora? O que eu desejo para 2012? Isso é fácil, eu desejo páginas em branco. Que clichê! Mas é isso, eu só quero continuar a minha história escrevendo mais um capítulo novinho em folha. Além disso, eu quero muita calma e tranquilidade, por favor. Eu quero rir e chorar normalmente e de preferência chorar muito menos do que a média. Eu quero fazer o que me traz felicidade (eu até já tenho um plano para isso). E principalmente, eu quero cuidar ainda mais de mim mesma. O meu 2012 será um ano me, me, me, mas sem exageros, obviamente. Para os amigos, seguidores e passantes, eu desejo a todos que os seus desejos para 2012 se realizem! Como seria bom se fosse simples assim... Até 2012!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Só e não só uma vez

"Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração.
Eu sou, eu sou, eu sou..."
Sylvia Plath


Se nos for dado somente um único dia de vida juntos, por mais breve que seja cada segundo, eu vou querer tudo. Eu quero te ouvir dizer todas as declarações bobas e clichês, eu quero todas as palavras, mesmo que breves, somente uma vez. Quero que você me olhe nos olhos, me abrace, me beije e faça de mim o que quiser, tudo só uma vez. Eu quero dormir e acordar ao teu lado somente uma vez, nem um dia a mais. E ao fim desse nosso único dia, eu quero te dizer adeus somente uma vez e partir. Quando o amanhã chegar a nossa vida juntos estará no passado e nós recomeçaremos as nossas vidas mais uma vez, só que separados. Mas quem sabe um outro dia, talvez, nos seja dado um novo único dia, ou dois, ou três...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Dia 29/12 – Uma foto minha em 2011


Eu adorei os contrastes nesta foto. Uma lavanderia de Paris como cenário, meu look parisiense destoando um pouquinho do lugar e o meu sorriso bêbado (o que não era o caso, que isso fique bem claro!). Mas o mais importante é que a foto me faz lembrar de um delicioso passeio noturno que fiz com os meus amadíssimos amigos Juliana e Jota. Colocamos as roupas para lavar (esse era o objetivo principal), depois fomos tomar um sorvete fantástico (o mais lindo e saborosos que provei na vida) enquanto admirávamos a agitada vida noturna do Marais. Eu não me lembro se aconteceu algo mais, eu só sei que eu estava feliz (com certificado de autenticidade). Ai que saudade de Paris...

domingo, 25 de dezembro de 2011

Dia 25/12 – O bom de 2011 foi...

O bom... o bom de 2011, sem sombra de dúvida, foi a minha viagem para Paris. Foi a minha segunda visita à cidade luz e desta vez foi como viver num sonho. Quem me dera poder ficar lá para sempre... eu nem precisaria de muito, só queria ter o mínimo para comprar um pão cascudo e um queijo fedido para comer sentada em algum canto bucólico na beira do rio Sena.

A beira do Sena...

P.S.: Eu escrevi o post com uns dias de antecedência, obviamente, por conta do Natal. E hoje, enquanto eu escrevo, estou num daqueles momentos em que eu penso em coisas boas e logo em seguida me deprimo porque as coisas ruins eclipsam os meus pensamentos. Estes dias são difíceis, eu não consigo fugir da depressão, por isso tento ao menos me esconder dela não escrevendo nada sobre como eu me sinto, mas daí começo a sentir que estou traindo a mim mesma. A tristeza as vezes me inspira, mas outras vezes só me consome. O que fazer nesses dias? Que dilema! Eu respiro fundo e se conseguir, eu sigo em frente... daí escrevo uma imensa e despropositada nota no final do post... Chega, já será natal quando vocês lerem isso! Logo... Feliz Natal! Seja lá o que isso quer dizer... Eu espero que sejam coisas boas, sempre, mas nem sempre as coisas são como gostaríamos que fossem.