A felicidade...
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| Foto por Hans Mauli. |
...é definida pela infelicidade que a segue.
DOLOROSA
Doeu tanto amar
que eu amo mais
a dor
do que a mim
do que a você.
Dói
na pele
na carne
na alma
uma dor aninhada
profunda
como um espinho
uma lembrança.
Doerá
em quem
doer
todo amor
que eu tenho
eu sinto
eu guardo
eu omito
só só
por você.
Eu penso naquele dia, aquele dia... o dia em que nada mais terá sentido. Um dia nada mais terá sentido. Um dia eu vou morrer. Parece tão... fácil...
Eu sou uma boneca de porcelana. Bela. Pálida. Quebradiça. Frágil não, só delicada, se é que você me entende... Talvez não entenda, mas de toda forma eu não vou saber se você me entende ou não. Isso não é essencial. Vive-se muito bem quando a gente não se importa muito com as coisas. O difícil é viver quando a gente se importa, ou vice-versa. Confuso...
Às vezes as rimas não rimam...Às vezes manias não são só manias...Às vezes...
Um mais um é igual a dois, simples assim. Nós, nós dois. Eu sou eu e você é você, mas em se tratando de nós dois, eu não sei até onde você é você e até onde eu sou eu. Confuso, não? Parecia simples, mas ficou confuso rápido demais. Uma vez me disseram que o amor dever ser fácil, tranqüilo. Mas comigo nada é tranqüilo. Eu não sou uma pessoa tranqüila, eu sou calada, sou lenta... mas inquieta. Eu tenho mais perguntas que respostas, muitas perguntas sem resposta... Confuso, não? Deveria ser tudo muito simples, mas nada é simples. Por isso eu não faço promessas, nem dou garantias. Eu sei que vou te amar, mas eu não sei o quão difícil vai ser te amar. Eu não sei o quão difícil vai ser para você, me amar. Porque amar é difícil, você sabia? Ainda mais quando tem que ser recíproco. Confuso, não? Por que é que tem que ser? Por que esse medo de não conseguir? Por que esse medo de perder? Como um grande compositor popular escreveu: "Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder." E até perder... Porque não viver?
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| Foto por Heather Landis. |
Num copo com água. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, quatorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove, vinte, vinte e um, vinte e dois, vinte e três, vinte e quatro, vinte e cinco, vinte e seis, vinte e sete, vinte e oito, vinte e nove, trinta, trinta e um, trinta e dois, trinta e três, trinta e quatro, trinta e cinco, trinta e seis, trinta e sete, trinta e oito, trinta e nove, quarenta gotas. Todo dia ela faz tudo sempre igual. Me sacode às nove da manhã. Me sorri um sorriso pontual. E me beija com a boca de amargor. Bom dia!