terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

10 Frases em 10 Filmes - No.07 - happythankyoumoreplease

Go Get Yourself Loved

A principal frase do filme é exatamente a do cartaz e nenhuma outra poderia definir melhor a ideia que este queria transmitir. Vivemos num mundo caótico, confuso e cruel. Eu posso até estar exagerando, afinal, eu não tenho uma vida tão ruim assim, mas eu tenho a consciência de que nem para todo mundo a vida é uma novela de Manoel Carlos. E convenhamos, nem sempre ter uma casa boa, comida na geladeira, dinheiro na conta e amigos é o suficiente... nós somos seres fadados ao descontentamento.

O que é a vida sem amor? Não é absolutamente nada! As vezes, a vida precisa te dar uma rasteira, ou quem sabe até você mesmo precise se dar uma rasteira para que seja possível descobrir o que é essencial. Bem, eu acho que já fugi um pouco do filme, estou misturando minha vida com aquilo que vi, mas a vida é isso aí... um grande quebra cabeça de muitas pecinhas que encontramos em diversos lugares.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

10 Frases em 10 Filmes - No.06 - La Belle Personne



Si nous sommes deux personnes comme les autres, quelle sera la durée de notre amour? Il n'y a pas d'amour éternel. Même dans les livres, il n'y en a pas. Donc s'aimer, c'est aimer pour un certain temps. Il n'y aura pas de miracle pour nous. Nous ne sommes pas plus forts que les autres

Se nós somos duas pessoas como as outras, quanto tempo durará o nosso amor? Não existe amor eterno. Mesmo nos livros não há nenhum. Assim, se amar significa se amar por um certo tempo. Não haverá nenhum milagre para nós. Nós não somos mais fortes do que os outros.

Mais informação clique: La Belle Personne.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Plonger

Por que me arreganhas essa tua boca cheia de dentes?
Mostras-me a tua ira insana ou o teu sorriso tirano?
Não sei mais sentir, não saberia mais te sentir.
A tua frieza e a tua devoção às minhas palavras são admiráveis, meu amor!
Sim, meu amor, a minha memória perdura,
pois o que é impossível torna-se imortal.
Não temas o vício corrosivo de outrora,
a sombra dos meus lábios não mais irá te assombrar.
O assombro virá dos meus olhos transparentes.
Um alísio glacial ecoa na catedral do meu peito,
uma imensidão vazia me completa, meu amor!
Pulso, pulsão, punção, pulsação, purgação,
cor, cordis, coeur, âmago descompassado.
As cortinas descem ao fim deste ato desconexo,
sentido, mórfico, (in)significante, suplicante.
Negro véu, sombria precipitação ao esquecimento.
Infinitas preces, lamúrias e promessas, minhas e tuas,
desvanecem nessa insensata (in)sensibilidade
Adormeço, amorteço, amorneço, anoiteço
nos braços mansos da fluida e cálida ternura.

Seleção de Domingo: Descoberta Thiago Pethit


           
Música de Bolso - Thiago Pethit - Não se Vá por musicadebolso no Videolog.tv.

sábado, 29 de janeiro de 2011

10 Frases em 10 Filmes - No.05 - 500 Days Of Summer


People   change.         Feelings   change.

It  doesn’t  mean  that  the  love  once   shared  wasn’t  true  and  real.

It simply just means that sometimes when people grow, they grow apart.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

10 Frases em 10 Filmes - No.04 - Pulp Fiction



That's when you know you found somebody special.
When you can just shut the fuck up for a minute,
and comfortably share silence.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Preciosidades

Me sinto inútil por não poder escrever. Essas poucas palavras já me causam dor. Tenho uma dor física, aquela do corpo que falha devido ao cansaço, e uma dor interna, aquela dor que nem Clarice Lispector soube explicar: 

"- Porque você me pede tanta aspirina?
- É para eu não me doer.
-Como é que é? Hein? Você se dói?
- Eu me dôo o tempo todo.
- Aonde?
- Dentro, não sei explicar." 

A hora da Estrela, Clarice Lispector.

Assim, meu único consolo é buscar nas palavras de outros o bálsamo que minha mente tanto necessita.

Entre o fogo e a derme

Como quem sopra
a própria pele antes
para você queimar
melhor, mais
eficaz. Com você,
os pontos da sutura
são auxílio ao corte.
Deito e observo
o prazer com que
você me desinfecta
para proteger,
contra minha tez,
os seus insetos.
Eis-me aqui,
querido, todo pós-
utópico depois
que você confunde
pela centésima vez
sulco e charrua
durante o sexo
ou seu exagero
em buscar no dicionário
antes de me tocar
a etimologia de palavras
como amortecimento.
Quando você fala,
arreganho os ouvidos
e olvidos e Ovídios
e respondo
à attention span
de peixe dourado
que você me dedica
em nossa vida de aquário.
Sei que devo soar,
aos seus ouvidos,
como um conjunto
de erratas e spam.
Resigno-me
como inseto extinto
preso em sua resina.
Os amigos sugerem
que eu deixe o cronômetro
vir coser os lábios
da ferida, enquanto
você seleciona
em random mode
por trilha-sonora
o sonzim dos meus ossos
que engranzam
sob o seu corpo.
Silêncio não
é costureira,
nem na Espanha
onde talvez haja
alguma que atenda
por Martírio ou Remédios,
como numa peça qualquer
de Lorca ou outra louca.
Sinto-me como uma Orca
justiceira ou uma Scarlett O´Hara
sem Tara.
Resta-me a esperança
que arqueólogos futuros
me descubram, soterrado,
fossilizado, esquecido
sob as suas vírgulas.
Hei de voltar, como um vírus
trancafiado nas tumbas
de Tutancâmon ou outra múmia,
devastarei paisagens e populações
à procura dos seus pulmões.


Ricardo Domeneck. Publicado originalmente na página mensal de poesia contemporânea do caderno Prosa & Verso, do jornal O Globo, a 15 de janeiro de 2011.