sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ao infinito e além, mas pela sombra.

O verão em Paris pode ser algo bizarro. Ontem foi um dia foi nublado e frio (mas sem chuvas, ainda bem...), passamos o dia inteiro de casaco. Hoje o dia amanheceu com um sol esplendoroso e quente para combinar com a nossa visita ao Château de Versailles. Tomamos um café da manhã reforçado na brasserie do lado do hotel, com a companhia dessa coisa foférrima que ficava pedindo comida o tempo todo. Vejam esses olhinhos pidões...


Depois de algumas confusões no RER, enfim conseguimos chegar ao château. Realmente é algo extraordinário, e num dia tão lindo como o de hoje, não poderia de ser mais fabuloso. Os apartamentos da corte, do rei e o salão de espelhos são fantásticos, mas como sempre os franceses impressionam pelos jardins. São imensos e lindos, mas Versailles tem algo a mais... o perfume. Inspirados pelo famoso quadro de Marie Antoinette e pelas suas rosas no jardim, o perfumo no ar é sempre de rosas. E as rosas tem um perfume fantástico por aqui, confesso que nunca senti um perfume assim antes.



Mas não só de rosas são feitos os jardins...


Enfim, se você planeja conhecer Versailles deve reservar umas boas 4 horas do seu dia. O lugar é imenso e você anda sem parar, e em um dia de sol... bem... como eu já disse... ao infinito e além, mas pela sombra. Sente só um dos caminhos pelos jardins de lá. O resultado de tanto sol foi uma queimadura de sol nas costas e nos ombros, eu nem consigo deitar direito na cama. Consegui passar quase 20 dias sem me queimar com o sol, e em apenas 20 minutos hoje eu consegui me tostar.




Mas agora vamos a foto poética do dia, que foi tirada totalmente sem querer, num daqueles momentos de claridade tão absurda que o Anderson usava o mapa para cobrir os olhos enquanto tirava a foto, e eu abaixava a cabeça para suportar o sol.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pensamentos aleatórios

Eu pensei que a distância afastava as pessoas e os problemas, mas aparentemente eu me enganei. Tudo continua igual a antes, a distância nada afasta, ela somente muda quem se afasta e o resto continua sendo o mesmo. Tudo continua igual, essa é a grande ilusão. Você muda, mas o que você deixou pra trás continua lá. O que fazer? Nada, não adianta fazer nada, a não ser continuar aproveitando os últimos dias da viagem.

Hoje sentada no metrô eu fiquei pensando... (e a gente pensa muito quando viaja em ônibus ou metrô no dia a dia) Engraçado que mesmo em Paris, nesses dias fora da rotina, eu acabe pensando nas mesmas coisas cotidianas. A distância também não consegue afastar os pensamentos...

Hoje continuamos nossa peregrinação por Paris visitando a Saint Chapelle e L'Institut du Monde Arabe. Ambos são interessantes pelas arquitetura, a capela porque é antiga e o instituto porque é moderno, e principalmente porque não estavam cheios de turistas. Eu odeio pessoas! Depois visitamos mais alguns lugares e terminamos com o Bon Marché, Printemps e Galerie Lafayette. Não fizemos compras, nós apenas vagamos pelas lojas maravilhosas. Na verdade, hoje eu comprei mais um livro da Tashen por 10 euros, um Renoir.





quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pânico!!!

Ontem eu chorei. Sim, eu cai num choro desesperado e compulsivo dentro do metrô de Paris. Por que? Porque havíamos passado o dia no aeroporto Barajas de Madrid esperando um voo que só saia as 18:25 (chegamos lá as 13h). Depois do voo ainda pegamos o RER com nossas malas mega pesadas. Mas ao chegar na conexão com o metrô começou o pesadelo. Escadas, muitas escadas... cansados, com fome e subindo e descendo escadas. Em uma das catracas eu fiquei literalmente entalada, a mala não passava porque a catraca travou e a bolsa de mão ficou presa na catraca, eu não ia pra frente nem pra trás, e já estávamos atrasados pra fazer o check-in no hotel. Daí, eu chorei... as lágrimas escorriam sem parar... mas enfim, eu consegui passar e entramos no metrô, e foi neste momento que algo miraculoso aconteceu, os franceses nos ajudaram pela primeira vez! Um carinha abriu a porta do metrô (que abre com uma manivela) para nós entrarmos e depois para sairmos também, mas durante todo o trajeto eu não conseguia parar de chorar, as lágrimas ensoparam a camiseta. Na saída, mais escadas! E o segundo milagre, ao descer as escadas um senhor disse Je vais t'aider (extremamente sério e sem olhar pra mim) e pegou minha mala e desceu as escadas. Eu agradeci muito, mas ele nem olhou pra minha cara. Menos mal, pelo menos eu não me matei carregando as malas, e nem o Anderson que já estava desmaiando com as malas dele. Terceiro milagre, na saída do metrô tinha uma subida de escadas (inferno!!!), mas outro carinha pegou minha mala e subiu com ela, novamente sem olhar na minha cara. Corremos pelas ruas e chegamos ao hotel as 22:56 sendo que o horário limite de check-in era as 23h. Deu tudo certo no final. Eu sei, as lágrimas e o desesperos foram em vão, mas como eu ia saber?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Quanta felicidade!

O Anderson anda dizendo que estou com uma cara muito feliz nas fotos, mas quem não estaria... eu estou comendo super bem, passeando por lugares lindos, fazendo compras e a única coisa com que tenho que me preocupar no momento é o peso da mala. Fala sério! Viajar é bom demais! Minha madrinha havia me dito que eu ia emagrecer, mas acho que até engordei, sente só as coisas boas que comemos em Madrid.

Jamon e as melhores azeitonas que já comi na vida!

Aqui tem paella de todo tipo, essa tinha camarão e lula... eu acho...

Ok ok, é starbucks... mas um café latte imenso e delicioso é só la mesmo.

Hoje que está quente e pra pegar leve para o que vem a seguir eu comi uma salada com salmão defumado, e o melhor suco de laranja do mundo, que foi espremido na hora e que era super doce (sem um pingo de açúcar)!

E para arrematar, porras (churros fininhos) com chocolate... ahhh e que chocolate!

Eu com uma cara mega feliz na Calle del Carmen hoje depois do almoço (as 15h da tarde). Isso é só uma pequena amostra de tudo que comemos, e hoje a noite vamos ao Teatro Häagen Dazs, que fica aqui do lado do hotel. É um teatro patrocinado pela Häagen Dazs e que tem um Café, onde vamos comer Gofres (waffles) com sorvete. Ufa, ainda bem que não existe limite de peso para pessoas em viagens, senão eu estava perdida.

domingo, 25 de julho de 2010

Sol, muito sol!

Gente, nós viemos de um país tropical, de uma cidade onde tem sol a maior parte do ano, mas nunca o sol me fez ter dor nos olhos. O Anderson e eu estamos completamente cegos. Andar sem óculos escuros por aqui é suicídio. As fotos do dia de hoje são impressionantemente claras, o céu é irritantemente azul e não existe nenhuma nuvem no céu. Sente só a vista do Solário do hotel (sim, temos um solário...).


Então, hoje foi um domingo fantástico, e para fugir do calor e da claridade excessiva nos refugiamos no Museo Del Prado, que tem tudo de Velazqués e Goya. Quando saímos de casa eu disse para o Anderson, "E lá vamos nós nos perder novamente em mais um museu imenso" e ele disse "Imagina... não vamos nos perder."... duas horas depois de estar dentro do museu... "Nossa, ele não tem fim! Não sei mais onde estou." Depois fomos ao Parque Del Retiro, sente só a fotinho (observe a claridade...)


Tem uma coisa que eu adoro nos museus, além das obras de arte... é claro... Eu adoro as lojinhas dos museus, pois elas estão cheias de coisas divertidas para comprar sobre os seus quadros prediletos. Hoje comprei um quebra-cabeça do quadro Las meninas de Velazqués e também comprei livros de arte. Por aqui os livros da Taschen são ridiculamente baratos, até o momento já comprei 4 livros e acho que não posso mais comprar nenhum, afinal eu ainda preciso preservar a minha coluna para mais uma semana em Paris... mas olha só os livros que já comprei... Note bem, estes livros custarem 9,95 euros cada um, e são aqueles de capa dura, suuuuper pesados e lindos! Ou seja, eles custaram menos de R$25,00. Da pra entender porque eu enlouqueço nas lojinhas... não dá? E no mais, tudo vai bem... tirando a dor nos olhos e as bolhas nos pés, mas nada que um bom Rayban fake e muitos bandaids não resolvam.

E para terminar, mais uma foto "conceitual" dos nossos fatigados pés na saída do Museo Del Prado.


sábado, 24 de julho de 2010

Madrid é okiá

Desconsidere e aeroporto Barajas, todo o resto é ótimo. O calor, o sol, as comidas, as bebidas e os espanhóis... é claro... Hoje acordamos um pouco mais tarde, depois tomamos um café da manhã numa Cafeteria aqui no lado do hotel. Um café com leite fantástico, pois fazia dias que tomávamos só café instantâneo nos hotéis. Horrível! Odeio café instantâneo, morte ao Nescafé! Enfim, depois do café saímos caminhando a esmo. Fizemos umas comprinhas e almoçamos num restaurante na Plaza Mayor. Comemos Paella e bebemos um jarra de sangria. Sim, uma jarra! Sente só...

Da próxima vez a gente pede só um copo pra cada um, porque a sangria foi mais cara que a comida, e saímos bêbados e lindos caminhando por Madrid depois do almoço (que foi ótimo). Cambaleamos até o Museo Reina Sofia, onde vimos muitos quadros do Miró, a Guernica de Picasso e muitos outros Picassos, e além disto muitos quadros e esculturas de Salvador Dalí. Particularmente, eu adoro Dalí! E pude ver meu quadro predileto La mujer en la ventana. Confesso que me emociona poder estar imersa em tanta história e cultura. Viajar não é apenas conhecer lugares, ou colecionar lembranças, viajar muda algo em você. Não vou filosofar demais, nem divagar... só sei que nunca mais meu olhar vai ser o mesmo para a vida. Viajar é tudo de bom, eu sinto saudades de casa, mas ao mesmo tempo não quero mais voltar. Como sempre, eu sou a rainha dos paradoxos! Por fim, deixo vocês com mais uma foto poética, e um tantinho pretensiosa, Renata en la ventana.

Maratona

Ontem foi o dia do meio, como disse o Anderson, foi o dia do meio da viagem e passamos o dia todo carregando malas, despachando malas, pegando voos, subindo e descendo escadas com malas. Havíamos acordado cedo e já estávamos cansados de Londres, mas mesmo assim fizemos caras de felizes. Afinal de contas, não é todo dia que se voa num Airbus A380. Gente, para tudo! Que negócio grande, sente só...


Tudo nesse avião é fantástico, ele é mega espaçoso, você não sente os efeitos da altitude, ele é suuuuper rápido, a decolagem e aterrissagem são super soft. O único problema é que cabem 500 pessoas lá dentro, por isso entrar e sair do avião pode ser complexo se você está na fila 50, mas esse não foi o nosso caso... nós estávamos só na fila 25. Outro lance chato é a restituição de bagagens, nós esperamos 45 minutos para recuperar nossas malas. E olha a gente (podres) com caras de felizes no A380.

Enfim, pegamos e A380 de Londres para Paris e depois pegamos um avião ridículo (à la Max) para Madrid. Em Madrid iniciamos outra maratona de subir e descer escadas no metrô até chegarmos ao Hotel. Nessas alturas já eram 10 da noite e estávamos morrendo de fome e extremamente podres, maaaas o Hotel de Madrid é fantástico!!! Chiquérrimo, enorme e muito mais barato que todos os hotéis que já ficamos. Depois de tomarmos uma ducha fantástica e sairmos para comer no restaurante do lado do hotel, fomos para a caminha e desabamos na cama.

Ahhhh, eu me esqueci... conheçam Henry VII, o mais novo membro do sindicato. Ele no A380 olhando o Dinho fazendo as suas cruzadinhas.