O que é isso que me domina?
De tudo eu esqueço,
de tudo eu me despeço.
Quem me dera fosse amor,
quem me dera fosse dor,
quem me dera fossa a solidão.
De tudo não me resta nada.
Meus olhos nada vêem
Estou cega ou tenho medo?
Minha boca continua muda
Estou sem palavras ou sem mais promessas?
Meu coração nada mais sente
Estou morta ou deixei-me adormecer?
De tudo, o que me resta é a febre,
as doces ilusões, as alucinações, os sonhos.
O que sou eu senão um corpo estendido
de braços abertos, que esperam
preencher um espaço, um vazio.
Por onde vaga esse espaço que me falta?
Enquanto desfaleço, sem forças, sem ar
eu te entrego tudo o que resta de mim.
O pouco do que resta de mim.
Eu te entrego tudo e espero
como uma criança que acredita
em anjos, fadas e seres mágicos.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Seleção de domingo
Eu teria muitas coisas para dizer, mas as vezes é melhor calar. Paciência. Por ora, vamos ficar apenas com a seleção de domingo.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Pa-ci-ên-ci-a
Vamos fazer um exercício. Ele pode não ser tão simples para algumas pessoas, não porque pode exigir muito de sua inteligência, na verdade ele é simples nesse aspecto, mas ele pode exigir muito da sua paciência. O exercício consiste em tentar não fazer nada, não se estressar com nada, não pensar em nada e apenas se deixar em paz. Felizes são aqueles que conseguem se deixar em paz! A vida corre, a vida não para. As vezes tudo acontece tão rápido, que nos esquecemos até mesmo de respirar, nosso peito fica pesado e a única maneira de aliviar a pressão é extravasar naqueles que estão ao nosso redor.
Nessa semana eu fui obrigada a não fazer nada. Mas a pior parte foi ser obrigada a gastar 100 reais na farmácia com remédios para curar essa maldita gripe. Nessas horas, em que o corpo grita e te derruba porque não suporta mais a pressão, a única solução é se deixar em paz. Paciência, o mundo não para, mas de vez em quando a gente é obrigada a parar. Não sei se foi pelo cansaço acumulado, pelo estresse na semana passada, simplesmente pelo frio de Florianópolis (embora eu tenha me agasalhado feito um esquimó), ou talvez pelo baque do "Não é você, sou eu". Enfim, isso não importa, seja lá qual for o motivo, eu gostaria que pudéssemos parar antes que o corpo, que nem sempre obedece ao comando da cabeça, decretasse que não fará mais nada. Eu queria poder desligar por alguns momentos, ter a sabedoria de mandar tudo a merda e só ficar em paz.
E cá entre nós, esse tal de "Não é você, sou eu" é o argumento mais covarde e humilhante da face da terra, pois o problema não é que a pessoa não está afim de você, a pior parte é ela não se dignar a te dar maiores explicações ou levar em consideração tudo aquilo que se sente. Eu até já concordei que alguns clichês funcionam, mas esse... me perdoem! Resumir aquilo que se sente, ou que se deixou de sentir, ou pior, aquilo que se tem medo de sentir, com esta frase infame é imperdoável. Tão imperdoável que depois de ouvi-la eu lhes garanto, tudo ira perder todo e qualquer encanto. Rimas a parte, eu só comento para fazer pensar, porque hoje eu até me divirto com o fato. Mas se por um infeliz acaso do destino, eu vier a ouvir novamente essas palavras, da próxima vez o coitado levará um bom tapa nas fuças.
E só pra não perder o sentido desse post, vamos ter um pouco mais de paciência...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
As maravilhas da internet
Hoje em dia todo mundo é devoto de São Google. Mas quando eu pensava que já tinha visto de tudo na internet, acabo literalmente tropeçando neste site, ou melhor, nesta verdadeira pérola. Sempre que temos alguma dúvida sobre como fazer algo, basta digitar a pergunta que São Google responde. A internet está repleta de tutoriais, mas eu nunca pensei em encontrar coisas do tipo How to get affection, ou How to smile with the eyes, e ainda menos How to gain control of your emotions. Tudo isso com steps, tips e warnings. E eu só queria aprender a fazer um nó no meu lenço! Viva a inutilidade!
Ilha
De todas as cores
eu amo aquelas que te colorem
sejam elas azul, verde ou cinza.
De todos os perfumes
eu amo aqueles que te impreguinam
sejam eles de mar, terra ou chuva.
De todas as lembranças
eu amo aquelas que te pertencem
sejam elas felizes, tristes ou perdidas.
De todos os sofrimentos
eu "amo" aqueles que em ti vivi
sejam eles efêmeros ou permanentes.
Cada canto dessa terra cheia de encantos
carrega um pedaço do meu coração
por vezes partido, por vezes compartido.
Só me resta lembrar dos bons momentos
dos abraços, beijos e olhares mudos
das palavras de Adeus e amargor
das promessas de amor.
Contigo aprendi a não mais fugir
da dor da vida, do medo de viver.
Contigo entendi o que é o amor,
a dor do sofrimento e a solidão.
Contigo deixo o meu coração
minh'alma, meu canto e encanto.
eu amo aquelas que te colorem
sejam elas azul, verde ou cinza.
De todos os perfumes
eu amo aqueles que te impreguinam
sejam eles de mar, terra ou chuva.
De todas as lembranças
eu amo aquelas que te pertencem
sejam elas felizes, tristes ou perdidas.
De todos os sofrimentos
eu "amo" aqueles que em ti vivi
sejam eles efêmeros ou permanentes.
Cada canto dessa terra cheia de encantos
carrega um pedaço do meu coração
por vezes partido, por vezes compartido.
Só me resta lembrar dos bons momentos
dos abraços, beijos e olhares mudos
das palavras de Adeus e amargor
das promessas de amor.
Contigo aprendi a não mais fugir
da dor da vida, do medo de viver.
Contigo entendi o que é o amor,
a dor do sofrimento e a solidão.
Contigo deixo o meu coração
minh'alma, meu canto e encanto.
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| Lagoa da Conceição - Florianópolis |
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Waiting
Quem gosta de esperar? Eu particularmente nunca gostei muito de ficar a espera de algo ou alguém. Hoje eu estou aqui sentada esperando, um voo, junto com outras muitas pessoas que simplesmente esperam. Eu coloco meus fones de ouvido, arrumo as pernas sobre a mala numa posição mais confortável e aperto o play do mp3. Surpreendentemente me sinto feliz ao ouvir as primeiras notas, e meus dedos começam a correr pelo teclado, apenas escrevendo bobagens sem sentido algum (ou não). As ideias começam a pipocar, as preocupações começam a sair de suas tocas, daqueles cantos escondidos do meu cérebro, elas são como predadoras que correm atrás das boas idéias. Elas querem me distrair, querem sorver os meus bons pensamentos e novamente me deixar sem rumo. Next song.
Com um novo tom eu recomeço, mando as preocupações para o fundo do meu cérebro e continuo a ter boas ideias. O que escrevo tem algum sentido? Eu não sei se para todos isso faz sentido, mas pra mim isso significa que ainda não estou enlouquecendo. Eu sempre escrevi, desde pequena sempre mantive diários e colecionava lembranças. Bilhetinhos, cartas, fotografias e até mesmo pedrinhas que me lembravam de momentos em lugares onde estive. Por que eu não fiquei somente com as lembranças da memória? Porque nem sempre a gente consegue lembrar das memórias quando quer. Com as lembranças físicas, eu posso pegar e olhar um objeto e automaticamente lembrar. Se eu sempre me lembro de fazer isso é outra história, mas a caixa com todas as lembranças está lá, a vista, para quando eu quiser remechê-la. Nostalgia? Não, eu não me prendo ao passado. Eu apenas me fortaleço com as boas lembranças. Next song.
Não, eu não me esqueci das lembranças tristes, eu apenas não preciso de motivos para me lembrar delas, elas já me marcaram e me mudaram. Tudo nos marca, as coisas boas e ruins, mas a únicas que valem a pena se apegar são as boas. Eu não sinto que preciso delas, mas as guardo com carinho. De tempos em tempos acabo revirando a caixa e jogando fora algumas coisas. Hoje aqui sentada, enquanto espero, eu gostaria de ter essa caixa de lembranças aqui comigo, porque eu preciso arrumar algumas coisas, me desfazer de algumas coisas desnecessárias e por em ordem aquilo que realmente importa. Next song.
Eu descobri que não tenho mais o que temer com relação ao futuro. Pelo menos não com relação a mim mesma. Eu me preocupo com a família, com o bem estar deles, mas comigo... eu vou muito bem, obrigada. Situação estranha essa de não precisar se preocupar com o dia de amanhã, nem com mais nada. Não que eu não tenha algumas urgências na minha vida, mas eu não me preocupo com elas, tudo depende de mim e eu sei que tudo vai dar certo. Next song.
Música melancólica. Dizem que nos momentos de tristeza é que somos capazes de escrever nossos melhores textos. Eu não concordo totalmente com isso, eu sei que em momentos de tristeza somos capazes de nos expressar com mais intensidade, mas eu experimentei a criatividade derivada da felicidade, e essa não deixou nada a desejar. Aliás, tem muita coisa que escrevi naquelas horas de tristeza que hoje acho péssimo. Estando feliz, ou nem uma coisa nem outra, parece que temos mais clareza. Agora eu ri a toa. Ontem eu chorei, ontem eu sofri, mas hoje não mais. Dizem também, que o sofrimento é proporcional a magnitude do amor que se viveu. Se for assim, então o que eu senti foi pouco. É... foi pouco, muito pouco. Muito pouco para que eu perca mais um dia pensando nisso, pouco demais para merecer mais alguma lágrima. Next song.
Caramba, como eu escrevo. Quanta bosta eu escrevo! I'm so sorry. Eu preciso escrever, para dizer tudo, e também dizer nada. Deixar essa tempestade de palavras fugir pelos meus dedos e depois entregar tudo para o cyber espaço. Assim eu tenho a impressão de que não preciso mais voltar aos mesmo pensamentos, renovar as ideias, criar mais espaço para as novas. E que venham! Novas ideias, novos sonhos, novas possibilidades! Ai ai ai, como a vida é boa! Aqui, sentada, enquanto espero... mas só até a hora do voo. Sim, eu só quero esse tipo de espera. Do resto? O resto permanecerá lá, aguardando, mas sem mais contar com a minha espera. Agora eu gargalho a toa. Todo mundo olha pra mim... eles devem achar que eu estou louca. Quem sabe... Ou eu estou louca, ou feliz. Se feliz, melhor. Se louca, então eu posso achar o que quiser, e assim eu acho que estou feliz!
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Solilóquio
Dizem que quem conhece a felicidade não consegue aceitar humildemente a tristeza. Eu não poderia estar mais de acordo. Depois de uma felicidade aguda, daquelas que faz o coração disparar, as pernas ficarem bambas e a cabeça leve feito pluma, só nos resta a revolta com a chegada da tristeza. E essa chega num dia qualquer, sem mais nem menos, sem nenhum aviso. Eu queria poder viver num limbo entre uma e outra, só pra não sentir demais nenhuma das duas. Porque agora, além de triste eu ainda tenho que lidar com a revolta, e eu não quero estar triste, eu não tenho motivos para estar triste, mas mesmo assim triste estou! O mais engraçado é que nada aconteceu, e em geral nada acontece, mas a tristeza sempre chega.
Eu sei que isso faz parte da vida, faz parte da natureza de todas as coisas atingir um ápice de total desordem depois que elas passaram por um instante onde tudo parecia estar em ordem. Isso é a vida, tudo que tem um começo tem também um fim. Ou se quisermos usar um termo mais moderno, digamos que tudo isso é a tal da Entropia. Essa teoria sempre me deixa um tanto assustada. Se pensarmos bem, tudo isso que dizer que de qualquer maneira estamos sempre caminhando em direção a destruição de um ciclo, e que independente de qualquer coisa, a única certeza é o caos. Alguns caminhos, por mais caóticos que sejam, ainda te conduzem a coisas boas, mas depende da força de cada um persistir no caminho. De mim, eu só posso dizer que me esforço demais na hora errada, e tenho a suspeita de que me esforço de menos nas horas certas. Por mais que eu já tenha vivido, ainda falta a tal da experiência.
Mesmo sabendo que na vida tudo acaba em caos e destruição, ainda assim não podemos parar de viver. Pelo menos essa é a mensagem politicamente correta, pois eu sei que existe a opção de simplesmente parar. Mas ainda não chegou essa hora. Por isso, só me resta esperar o reinício de um novo ciclo. A espera pela tão desejada felicidade! Enquanto isso, eu digo e repito "Nós sempre teremos Paris".
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| O Adeus de Paris com um por do sol melancólico. |
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