segunda-feira, 23 de setembro de 2013

momentum

I

Certa vez um amigo me disse que o amor deve ser tranquilo. E eu, afobada, não entendi, ou melhor, não consegui conceber que o amor não fosse algo abrasador. O momento passou e a vida continuou a seguir o seu curso, mas aquela frase ficou ecoando na minha mente: “O amor deve ser tranquilo.” O tempo foi passando e eu ficava me perguntando: “Tranquilo como?”


II

Eu li em algum lugar, não me lembro bem onde, que a prova cabal de que a felicidade existe é que ela termina. E a gente só percebe quando é tarde demais. Um dia começa a duvidar que seja capaz de ser feliz novamente. Outro dia se desespera, se decepciona, se cansa de tentar. E depois de perder as esperanças e de amargar uma bela solidão, quando se menos espera, a gente realiza o que realmente quer, e então...


III

O que eu mais desejo é acordar todos os dias com essa tranquilidade. Esse sentimento de certeza de que eu pertenço ao lugar certo, no momento certo, ao lado da pessoa certa. Sem exageros, sem medos, sem angústias e falsas esperanças. Sim, o amor é tranquilo. Mas não há somente um tipo de amor nesse mundo, existem tantos quanto se queira. O problema não é amar, é encontrar o amor certo.


Um comentário:

Larissa Bohnenberger disse...

Eu acredito que o amor seja um só. O que muda é que geralmente há outros sentimentos tão atrelados a ele, que se misturam, se confundem. Mas o amor puro e simples é tranquilo, e traz paz.