quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pa-ci-ên-ci-a

Vamos fazer um exercício. Ele pode não ser tão simples para algumas pessoas, não porque pode exigir muito de sua inteligência, na verdade ele é simples nesse aspecto, mas ele pode exigir muito da sua paciência. O exercício consiste em tentar não fazer nada, não se estressar com nada, não pensar em nada e apenas se deixar em paz. Felizes são aqueles que conseguem se deixar em paz! A vida corre, a vida não para. As vezes tudo acontece tão rápido, que nos esquecemos até mesmo de respirar, nosso peito fica pesado e a única maneira de aliviar a pressão é extravasar naqueles que estão ao nosso redor.

Nessa semana eu fui obrigada a não fazer nada. Mas a pior parte foi ser obrigada a gastar 100 reais na farmácia com remédios para curar essa maldita gripe. Nessas horas, em que o corpo grita e te derruba porque não suporta mais a pressão, a única solução é se deixar em paz. Paciência, o mundo não para, mas de vez em quando a gente é obrigada a parar. Não sei se foi pelo cansaço acumulado, pelo estresse na semana passada, simplesmente pelo frio de Florianópolis (embora eu tenha me agasalhado feito um esquimó), ou talvez pelo baque do "Não é você, sou eu". Enfim, isso não importa, seja lá qual for o motivo, eu gostaria que pudéssemos parar antes que o corpo, que nem sempre obedece ao comando da cabeça, decretasse que não fará mais nada. Eu queria poder desligar por alguns momentos, ter a sabedoria de mandar tudo a merda e só ficar em paz.

E cá entre nós, esse tal de "Não é você, sou eu" é o argumento mais covarde e humilhante da face da terra, pois o problema não é que a pessoa não está afim de você, a pior parte é ela não se dignar a te dar maiores explicações ou levar em consideração tudo aquilo que se sente. Eu até já concordei que alguns clichês funcionam, mas esse... me perdoem! Resumir aquilo que se sente, ou que se deixou de sentir, ou pior, aquilo que se tem medo de sentir, com esta frase infame é imperdoável. Tão imperdoável que depois de ouvi-la eu lhes garanto, tudo ira perder todo e qualquer encanto. Rimas a parte, eu só comento para fazer pensar, porque hoje eu até me divirto com o fato. Mas se por um infeliz acaso do destino, eu vier a ouvir novamente essas palavras, da próxima vez o coitado levará um bom tapa nas fuças.

E só pra não perder o sentido desse post, vamos ter um pouco mais de paciência...

Um comentário:

Jonatan Strange disse...

"Não é você, sou eu" é o problema clássico de quando se está no elevador com mais uma pessoa e sente um cheiro estranho. Ops, escapou...

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