segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dia 05/12 – Meu filme preferido em 2011

Oi, meu nome é Renata e eu sou cinéfila. Eu tenho esse problema, eu assisto filmes demais, tantos que pensei que seria impossível escolher apenas um como o preferido de 2011. Mas, refletindo um pouco, percebi que eu só tinha uma escolha. Com certeza, o meu filme predileto em 2011 foi Melancholia do Lars Von Trier.


Eu assisti esse filme numa sala de cinema com outros seis desconhecidos. Ninguém na minha fileira de cadeiras, som dolby digital socado nas orelhas e uma tela imensa que parecia querer me engolir. Só pelos oito minutos iniciais eu ficaria mais seis horas lá dentro. Enfim, eu me identifiquei com o filme, eu tenho uma tendência à melancolia. Na verdade, eu tenho mais do que uma tendência, está mais pra uma doença.

Mas o mais fantástico de tudo, além do fato de eu ter recarregado as minhas baterias melancólicas, foi que na cena em que a personagem Justine (Kirsten Dunst) arruma os livros de arte, eu encontrei pinturas que eu já estava pesquisando para escrever esse post aqui sobre a Ofélia de Millais, Shakespeare e a metáfora de Ofélia que também foi usada no filme. Eu achei tudo isso muito divertido!


E para terminar, uma das frases do filme que eu mais gostei:
"I'm trudging through this grey, woolly yarn. It's clinging to my legs.
It’s really heavy to drag along." *

* Minha tradução: Eu estou caminhando através desses fios de lã cinza. Eles se agarram nas minhas pernas. Está muito pesado para arrastar.

11 comentários:

Ana disse...

Melancolia tb foi minha escolha. Boa semana! ;)

Evy disse...

Eu não assisti esse ainda!
Mas pelo menos 3 pessoas que estão participando do meme escolheram ele, sendo assim, está na minha listinha!

Bjos

Renata Becker disse...

Olha, coloca o filme no topo da lista. Excelente! Boa semana a todos!

Larissa Bohnenberger disse...

Bem, como eu disse ao Max, Melancolia foi um dos filmes que quis muito ter ido ver no cinema, mas não consegui! Agora é tarde, tenho que esperar o DVD. Mas assim que sair é uma das primeiras coisas que vou fazer, viu?

Bjs!

Minha fábrica de sonhos... disse...

Creio que tenho muito a aprender com vocês!!!

Ai, ai, ai.

Nara.

Minha fábrica de sonhos... disse...

Guria, eu ainda não estou te seguindo.

Vou te seguir agora, ok? Passe lá no meu cantinho e me siga.

Nara.

Tenho muito a aprender com vcs!!!!!!!!!!!!!!!

Ricardo Chicuta. disse...

Tentei ver o filme,mas uma namorada hiperativa do lado não me deixou.É um filme para prestar muita atenção e principalmente ver sozinho.Em todo caso ainda o tenho aqui no hd.Vou tentar novamente.

Mariana Vilas Boas disse...

Realmente esse filme é uma incógnita na minha cabeça. Talvez seja necessário, para mim, vê-lo novamente. O que você me diria a mais sobre o filme? Gosto de ter outras opiniões sobre o filme.

Renata Becker disse...

Bem Mariana, o filme é dividido em três capítulos e isso é algo muito importante a se levar em conta. Essa é uma característica nos filmes do Lars Von Trier, cada capítulo é centrado nos sentimentos e atos em torno de um personagem. Não há como ver o filme como um começo, meio e fim, na verdade cada capítulo tem um começo meio e fim próprio. E sim, é um filme denso, nem sempre absorvemos bem o que está proposto na tela. Eu sugiro ver outra vez com a mente aberta, sem esperar nada, só deixe o filme falar e fique atenta. É quase como se ele fosse um filme para se ler e não para ver.

Mariana Vilas Boas disse...

Concordo com você que ele é um filme denso. Eu estava inconformada com o tanto de elogio que esse filme estava recebendo,até que um colega me disse que achou o filme lindo, perguntei pra ele o por quê e a resposta dele me convenceu em parte da beleza do filme; a visão não Hollywoodiana de como as pessoas, realmente, reagiriam ao saber que o fim está próximo. Você também acha que ele quis passar isso? Vou ver de novo. Ah, e um filme de 2011 que na minha opinião foi um dos melhores: A pele que habito, de Almodóvar. Muito bom!

Renata Becker disse...

Concordo Mariana, os filmes do Lars Von Trier sempre fogem das visões Hollywoodianas. Na verdade eles sempre focam numa visão mais realista da humanidade, mas ao mesmo tempo nunca abandonam a poesia intrínseca ao ser humano.